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Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
O valor da SpaceX é difícil de engolir

A SpaceX, empresa de foguetes, telecomunicações, inteligência artificial e (mais recentemente) redes sociais do bilionário Elon Musk registrou um prejuízo de mais de meio bilhão de dólares no segundo trimestre do ano, em seu primeiro balanço de resultados financeiros desde que abriu o capital em bolsa, em jun.2026.

Até aí, tudo bem. Empresas de tecnologia possuem certa tolerância junto a investidores ao registrarem prejuízos, pois isso mostra que estão investindo. A Amazon demorou duas décadas para ter o primeiro lucro.

O que me chamou a atenção foi a receita de U$7,8 bilhões no segundo trimestre, razoavelmente baixa se observada junto a seu valor de mercado, de US$1,4 trilhão.

Apenas como comparação, a Meta possui valuation praticamente igual, mas somou receitas de US$60 bilhões no mesmo período.

Como bem notou o The Verge, a SpaceX ganha mais dinheiro com alocação de processamento de dados para outras empresas de IA do que com seu negócio principal:

A SpaceX é quase nada de 'Space' e quase tudo de 'X'.

Via The Verge [2], SpaceX

Outros Jogos Rápidos

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Não sei você, mas eu vou ativar o login por selfie de vídeo do Google

    O Google anunciou no fim do mês passado o login por vídeo selfie, um novo método para recuperar o acesso à sua conta caso você esqueça a senha ou perca o celular.

    Esse recurso teria me poupado muita dor de cabeça se existisse lá em 2019, quando roubaram meu celular desbloqueado. Fiquei trancado por dias para fora do meu Gmail e o Sérgio passou horas tentando me ajudar com o celular dele (obrigado, sócio).

    🥸
    Acesse este link para abrir configuração do vídeo selfie.

    Segundo a empresa, o vídeo é criptografado, será usado apenas para autenticação, e você pode apagá-lo a qualquer momento.

    É bom lembrar que o vídeo não substitui senha nem chaves de acesso. Funciona como uma opção a mais de recuperação de conta.

    Via Blog do Google e Tecmundo.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Agora foi a IA da Meta que hackeou outra empresa

    A lista empresas cujos modelos de inteligência artificial estão hackeando sistemas de cibersegurança alheios só cresce. Depois de OpenAI e Anthropic, chegou a vez da Meta.

    Segundo a CNN:

    Adicione a Meta à lista de empresas com agentes de IA que se rebelaram. Um modelo de IA da empresa controladora do Facebook e do Instagram [a Meta] invadiu os sistemas de outra empresa durante um teste de segurança cibernética, confirmou um porta-voz na quarta-feira.

    Embora seja coisa séria, nada tem impedido essas companhias de tentar colher resultados de marketing com esse tipo de ocorrência, no estilo "olha quão poderoso é meu modelo de IA".

    Dito isso, causa preocupação que esses LLMs estejam soltos no mundo, fazendo o que bem querem para resolver desafios apresentados por suas controladoras.

    O hype em declarar riscos de modelos de IA
    Como empresas de inteligência artificial ganham ao dizer que seus modelos são perigosos

    Via CNN

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Guerrilha de marketing digital

    Um conteúdo viral nem sempre é um viral de verdade – aliás, muito pelo contrário, a maior parte dos conteúdos que bombam são fruto de marketing pesado e estratégias de guerrilha digital.

    Reportagem de Dora Guerra, no g1, mostrou como marketeiros fazem para bombar músicas nas redes sociais e criar uma nova modinha. Táticas incluem desde competições entre influencers até conteúdos não marcados como publicidade.

    "Hoje, é extremamente comum que conteúdos pareçam espontâneos no feed ou nos Reels quando, na verdade, fazem parte de uma estratégia de divulgação. Isso inclui desde a criação de tendências até a ampliação do alcance de uma música por meio de criadores de conteúdo", conta Victor David, fundador da Rap Marketing.

    É sempre bom ver uma reportagem que mostra o óbvio que pouca gente enxerga.

    Via g1

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Escritor cria 'GitHub de textos' para não ser acusado de usar IA

    Eu gosto muito dos cantinhos únicos da internet que o Hacker News me mostra. Nesta quarta caí no blog do Dylan, um site com espírito de anos 90 e web 1.0, no qual um escritor de ficção científica (e, dá para perceber, apaixonado por jogos e RPG) conta como criou um aplicativo para provar que suas obras foram escritas por ele mesmo, sem o uso de IA.

    💡
    Hacker News é um site inspirado no Reddit, focado em tecnologia, computação e startups, criado pela famosa aceleradora americana Y Combinator. Nele usuários enviam links, artigos e perguntas que recebem votos e comentários.

    O serviço chama-se VellumProof e foi criado inspirado no GitHub, uma plataforma de hospedagem de código-fonte e arquivos que funciona como uma rede social para desenvolvedores.

    O que chamou a atenção de Dylan no GitHub foi a possibilidade de registrar, salvar e acompanhar absolutamente todas as alterações feitas em um programa ao longo do tempo. O Vellumproof faz a mesma coisa, mas para textos: reúne cada rascunho, registro de data e sessão de escrita em um histórico verificável.

    Do blog do Dylan, o autor que idealizou o VellumProof:

    O sonho, o sonho de verdade, é que quando você enviar um texto e alguém estreitar os olhos e disser "isso parece IA", você possa mostrar um timelapse de você escrevendo. Não uma impressão. Um registro. Provas.

    No texto, Dylan diz ainda que o projeto quase se chamou WritHub, um nome muito melhor.

    Via Hacker News, blog do Dylan e VellumProof.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Vídeos em POV para treinar IA?

    Quem usa o LinkedIn sabe que a plataforma está apinhada não só de textos motivacionais gerados por IA, mas também de vagas de emprego meio obscuras que oferecem pagamento em dólar para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

    Eu mesmo recebi em minha caixa de mensagens uma proposta da empresa Crossing Hurdles para gravar vídeos em POV (que eles chamam de egocêntricos) pela bagatela de US$6 a hora para "treinar sistema de inteligência artificial de próxima geração".

    No site do projeto, que é exclusivo para a América Latina, tem um exemplo do tipo de vídeo que eles esperam que os participante gravem. Eles não especificam que tipo de IA será treinada com os vídeos nem especificam como utilizarão os dados. Para participar do projeto, você deverá comprar por conta própria um belo suporte de celular para cabeça como estes:

    prontos para treinar robozinhos

    Há, claro, muita discussão no próprio LinkedIn e no Reddit se a plataforma é mesmo legítima ou se existe apenas para roubar dados de participantes.

    Você já recebeu uma proposta dessas ou já se inscreveu para alguma vaga semelhante? Conta pra gente.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Não coloque seu celular na geladeira, por favor

    Pelo amor de deus, não coloque seu celular na geladeira ou no freezer se ele superaquecer.

    Pode parecer óbvio, mas é o que algumas pessoas têm feito lá na Europa, desinformadas por conteúdo de influenciadores em redes sociais. O continente passa por uma baita onda de calor, o que pode danificar e até travar temporariamente dispositivos eletrônicos. Mas colocar o celular na geladeira não ajuda em nada.

    Do 9to5mac:

    Obviamente, não faça isso. O resultado mais provável é a formação de condensação nos componentes internos do telefone, seja enquanto ele estiver na geladeira ou quando for retirado dela. Há também o risco de choque térmico, ao qual as baterias de lítio são particularmente sensíveis.

    Donos de lojas de reparo no Reino Unido disseram ter recebido uma avalanche de aparelhos com defeitos de usuários que seguiram as dicas tortas que andam aparecendo no TikTok e no Instagram.

    Via 9to5mac, Engadget, Techspot e BBC.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Quase R$1 mi em treinamentos contra crimes cibernéticos

    A Secretaria Nacional de Segurança Pública, do governo federal, divulgou dados sobre R$14,4 milhões gastos em programas de capacitação de segurança.

    Uma linha de uma tabela no meio do documento detalha os gastos com treinamentos em investigações online:

    Programa Nacional de Capacitação em Investigação e Repressão aos Crimes Cibernéticos, contemplando cursos de investigação de crimes cibernéticos, inteligência em fontes abertas (OSINT), análise forense computacional, investigação em redes sociais, rastreamento de ativos digitais, combate à lavagem de dinheiro em ambiente virtual, enfrentamento a fraudes eletrônicas, golpes digitais e demais modalidades de delitos praticados por meios tecnológicos.

    R$ 904.650

    Via Câmara dos Deputados e Legislatech

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Novidade no Telegram: a culpa da moderação é dos outros

    Do The Verge:

    O CEO do Telegram, Pavel Durov, culpou um extorsionário por plantar material de abuso sexual infantil (CSAM) em um chat público para fazer com que o aplicativo fosse temporariamente removido da App Store da Apple na noite de segunda-feira.

    Não é novidade que Telegram há anos está impregnado de todo tipo de conteúdos abusivos, desde fraudes e desinformação até material de exploração sexual (inclusive de menores) e nazismo.

    A novidade é que o CEO da empresa, que foi preso na França em 2024 por inação contra atividades criminosas em sua plataforma, tenta se afastar dos resultados de sua reconhecidamente fraca moderação de conteúdo. Antes a justificativa era a boa e velha "liberdade de expressão serve pra tudo".

    Via The Verge

    Busca por Telegram no Twitter está cheia de pornografia
    Conteúdo pornográfico é mostrado com prioridade e sem nenhum alerta ou tarja
  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    DuckDuckGo lança óculos normalzão, sem IA

    O DuckDuckGo, mecanismo de busca e navegador focado na privacidade dos usuários, lançou um par de óculos bem normalzão: sem câmera, sem IA, sem bateria. É uma alfinetada clara em produtos como os Meta Glasses, que enfrentam graves questões de privacidade (o Sérgio escreveu um pouco sobre elas.)

    Apesar da piada, os óculos existem de verdade e estão à venda no site da Knockaround. A descrição do produto diz:

    A Knockaround e a DuckDuckGo estão lançando os óculos escuros antivigilância mais inovadores do mundo. Também conhecidos como: óculos escuros normais pra c******. Sem câmera, sem microfone, sem IA, sem bateria, sem eletrônicos de qualquer tipo. Apenas um belo par de óculos foscos pretos, com o logo brilhante da DuckDuckGo, feitos para bloquear o sol e nunca enviar seus dados para a nuvem.
    Meta sofre para resolver buraco de privacidade para seus óculos de IA
    Empresa vai implementar novas medidas para tentar conter abusos

    Via 9to5mac e Knockaround.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Mark Zuckerberg quer que uma IA seja sua advogada

    Mark Zuckerberg, que em geral não gosta mais da imprensa, deu entrevistas na última semana a fim de promover o desenvolvimento de inteligência artificial com código aberto. Ele também escreveu um editorial no Wall Street Journal.

    Em uma parte notável, para ilustrar seu argumento de que a IA precisa ser acessível a todos, ele falou:

    Como um experimento mental, imagine que apenas uma pessoa tenha um advogado superinteligente. Ela teria uma vantagem injusta no tribunal — mesmo que a sua posição estivesse errada no mérito. Isso levaria a uma sociedade pior. Mas, agora, imagine que todo mundo tenha um advogado superinteligente. A justiça seria realizada de forma muito mais justa e eficiente do que é hoje. Quando as pessoas são empoderadas, elas naturalmente fiscalizam e equilibram umas às outras e ao poder das grandes instituições.

    O argumento é hilário.

    Primeiro, porque Zuckerberg é bilionário e sua empresa Meta é trilionária. Apenas no segundo trimestre de 2026, a empresa gastou US$2,4 bilhões em despesas legais, com equipes gigantes de advogados – e ainda assim consegue perder casos importantes nas cortes.

    Segundo, porque executivos da Meta foram escrachados por uma juíza por entrarem com os óculos "inteligentes" Meta Glasses no tribunal – um gostinho de que o judiciário pode não ser tão aberto ao uso de IA nas cortes tão cedo.

    Por fim, porque a Meta está muito atrás na corrida do desenvolvimento de ponta de IA. Google, Anthropic e OpenAI possuem modelos superiores àqueles desenvolvidos pela Meta ou por empresas que fazem modelos de pesos abertos ou full open source.

    Não posso provar, mas acredito que se a Meta tivesse um modelo de ponta, não estaria pressionando por código aberto e perdendo sua vantagem competitiva.

    Via Wall Street Journal

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