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Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
Novidade no Telegram: a culpa da moderação é dos outros

Do The Verge:

O CEO do Telegram, Pavel Durov, culpou um extorsionário por plantar material de abuso sexual infantil (CSAM) em um chat público para fazer com que o aplicativo fosse temporariamente removido da App Store da Apple na noite de segunda-feira.

Não é novidade que Telegram há anos está impregnado de todo tipo de conteúdos abusivos, desde fraudes e desinformação até material de exploração sexual (inclusive de menores) e nazismo.

A novidade é que o CEO da empresa, que foi preso na França em 2024 por inação contra atividades criminosas em sua plataforma, tenta se afastar dos resultados de sua reconhecidamente fraca moderação de conteúdo. Antes a justificativa era a boa e velha "liberdade de expressão serve pra tudo".

Via The Verge

Busca por Telegram no Twitter está cheia de pornografia
Conteúdo pornográfico é mostrado com prioridade e sem nenhum alerta ou tarja

Outros Jogos Rápidos

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Vídeos em POV para treinar IA?

    Quem usa o LinkedIn sabe que a plataforma está apinhada não só de textos motivacionais gerados por IA, mas também de vagas de emprego meio obscuras que oferecem pagamento em dólar para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

    Eu mesmo recebi em minha caixa de mensagens uma proposta da empresa Crossing Hurdles para gravar vídeos em POV (que eles chamam de egocêntricos) pela bagatela de US$6 a hora para "treinar sistema de inteligência artificial de próxima geração".

    No site do projeto, que é exclusivo para a América Latina, tem um exemplo do tipo de vídeo que eles esperam que os participante gravem. Eles não especificam que tipo de IA será treinada com os vídeos nem especificam como utilizarão os dados. Para participar do projeto, você deverá comprar por conta própria um belo suporte de celular para cabeça como estes:

    prontos para treinar robozinhos

    Há, claro, muita discussão no próprio LinkedIn e no Reddit se a plataforma é mesmo legítima ou se existe apenas para roubar dados de participantes.

    Você já recebeu uma proposta dessas ou já se inscreveu para alguma vaga semelhante? Conta pra gente.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Não coloque seu celular na geladeira, por favor

    Pelo amor de deus, não coloque seu celular na geladeira ou no freezer se ele superaquecer.

    Pode parecer óbvio, mas é o que algumas pessoas têm feito lá na Europa, desinformadas por conteúdo de influenciadores em redes sociais. O continente passa por uma baita onda de calor, o que pode danificar e até travar temporariamente dispositivos eletrônicos. Mas colocar o celular na geladeira não ajuda em nada.

    Do 9to5mac:

    Obviamente, não faça isso. O resultado mais provável é a formação de condensação nos componentes internos do telefone, seja enquanto ele estiver na geladeira ou quando for retirado dela. Há também o risco de choque térmico, ao qual as baterias de lítio são particularmente sensíveis.

    Donos de lojas de reparo no Reino Unido disseram ter recebido uma avalanche de aparelhos com defeitos de usuários que seguiram as dicas tortas que andam aparecendo no TikTok e no Instagram.

    Via 9to5mac, Engadget, Techspot e BBC.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Quase R$1 mi em treinamentos contra crimes cibernéticos

    A Secretaria Nacional de Segurança Pública, do governo federal, divulgou dados sobre R$14,4 milhões gastos em programas de capacitação de segurança.

    Uma linha de uma tabela no meio do documento detalha os gastos com treinamentos em investigações online:

    Programa Nacional de Capacitação em Investigação e Repressão aos Crimes Cibernéticos, contemplando cursos de investigação de crimes cibernéticos, inteligência em fontes abertas (OSINT), análise forense computacional, investigação em redes sociais, rastreamento de ativos digitais, combate à lavagem de dinheiro em ambiente virtual, enfrentamento a fraudes eletrônicas, golpes digitais e demais modalidades de delitos praticados por meios tecnológicos.

    R$ 904.650

    Via Câmara dos Deputados e Legislatech

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    DuckDuckGo lança óculos normalzão, sem IA

    O DuckDuckGo, mecanismo de busca e navegador focado na privacidade dos usuários, lançou um par de óculos bem normalzão: sem câmera, sem IA, sem bateria. É uma alfinetada clara em produtos como os Meta Glasses, que enfrentam graves questões de privacidade (o Sérgio escreveu um pouco sobre elas.)

    Apesar da piada, os óculos existem de verdade e estão à venda no site da Knockaround. A descrição do produto diz:

    A Knockaround e a DuckDuckGo estão lançando os óculos escuros antivigilância mais inovadores do mundo. Também conhecidos como: óculos escuros normais pra c******. Sem câmera, sem microfone, sem IA, sem bateria, sem eletrônicos de qualquer tipo. Apenas um belo par de óculos foscos pretos, com o logo brilhante da DuckDuckGo, feitos para bloquear o sol e nunca enviar seus dados para a nuvem.
    Meta sofre para resolver buraco de privacidade para seus óculos de IA
    Empresa vai implementar novas medidas para tentar conter abusos

    Via 9to5mac e Knockaround.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Mark Zuckerberg quer que uma IA seja sua advogada

    Mark Zuckerberg, que em geral não gosta mais da imprensa, deu entrevistas na última semana a fim de promover o desenvolvimento de inteligência artificial com código aberto. Ele também escreveu um editorial no Wall Street Journal.

    Em uma parte notável, para ilustrar seu argumento de que a IA precisa ser acessível a todos, ele falou:

    Como um experimento mental, imagine que apenas uma pessoa tenha um advogado superinteligente. Ela teria uma vantagem injusta no tribunal — mesmo que a sua posição estivesse errada no mérito. Isso levaria a uma sociedade pior. Mas, agora, imagine que todo mundo tenha um advogado superinteligente. A justiça seria realizada de forma muito mais justa e eficiente do que é hoje. Quando as pessoas são empoderadas, elas naturalmente fiscalizam e equilibram umas às outras e ao poder das grandes instituições.

    O argumento é hilário.

    Primeiro, porque Zuckerberg é bilionário e sua empresa Meta é trilionária. Apenas no segundo trimestre de 2026, a empresa gastou US$2,4 bilhões em despesas legais, com equipes gigantes de advogados – e ainda assim consegue perder casos importantes nas cortes.

    Segundo, porque executivos da Meta foram escrachados por uma juíza por entrarem com os óculos "inteligentes" Meta Glasses no tribunal – um gostinho de que o judiciário pode não ser tão aberto ao uso de IA nas cortes tão cedo.

    Por fim, porque a Meta está muito atrás na corrida do desenvolvimento de ponta de IA. Google, Anthropic e OpenAI possuem modelos superiores àqueles desenvolvidos pela Meta ou por empresas que fazem modelos de pesos abertos ou full open source.

    Não posso provar, mas acredito que se a Meta tivesse um modelo de ponta, não estaria pressionando por código aberto e perdendo sua vantagem competitiva.

    Via Wall Street Journal

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Google lançou e já tirou do ar uma ferramenta de deepfakes de IA

    No prazo de um dia, o Google lançou e já tirou do ar sua excelente ideia de permitir que usuários criassem deepfakes geográficas, que permitiam a manipulação de imagens de satélite com inteligência artificial generativa via Google Maps.

    Usuários, claro, fizeram todo tipo de peripécias desinformativas com isso, inclusive adicionando uma usina nuclear fictícia no Irã (!).

    Segundo o investigador de dados públicos Hank Van Ess, em sua newsletter:

    Esta noite, digitei apenas uma frase no Google Earth e coloquei refugiados perto da fronteira mexicana. Depois, plantei uma usina nuclear no Irã. Depois, coloquei um acidente fatal em uma rua de Amsterdã. As próprias imagens de satélite do Google estão por baixo de todos os três exemplos.

    A resposta inicial do Google foi apenas dizer que "cada imagem criada com o Nano Banana no Google Earth inclui a marca d'água digital do SynthID" e que "evitamos a criação de imagens sobre temas nocivos e estamos continuamente atualizando nossas proteções".

    No dia seguinte, a empresa deu um duplo twist carpado e mudou totalmente de posição: "estamos revertendo este recurso no Google Earth enquanto trabalhamos na implementação de proteções mais robustas."

    Via The Verge (link cortesia)

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    OpenAI e Anthropic disputam quem tem os modelos mais rebeldes

    A Anthropic disse nesta quinta, 30.jun, que o Claude burlou um ambiente de testes e realizou ataque hacker contra três empresas. A empresa publicou um longo post com a investigação dos três incidentes. Um trecho do texto:

    Em todos os casos, o prompt de avaliação da Anthropic informava ao Claude que o ambiente em que ele estava era uma simulação e que ele não tinha acesso à internet. No entanto, devido a um mal-entendido entre nós e nosso parceiro responsável pela avaliação, o acesso à internet estava disponível. Por causa disso, quando as buscas do Claude o levaram a sistemas reais na internet aberta, ele os interpretou como parte do exercício.

    A própria Anthropic admite que só descobriu a rebeldia do Claude depois de revisar 140 mil avaliações por causa da OpenAI, que dia antes informou que seus próprios modelos escaparam do ambiente de testes, acessaram a internet aberta e invadiram os sistemas da plataforma de IA Hugging Face.

    O hype em declarar riscos de modelos de IA
    Como empresas de inteligência artificial ganham ao dizer que seus modelos são perigosos

    Via Anthropic e OpenAI

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    EUA vs. China é cortina de fumaça para corrida pela AGI?

    Eu e o Sérgio andamos lendo e compartilhando por aqui alguma coisas sobre a competição entre EUA e China no campo da inteligência artificial (inclusive o Papo Aberto #2, post de troca com nossa comunidade, é sobre esse assunto).

    Mas para Alvin Wang Graylin, escritor e estrategista global de tecnologia, a verdadeira corrida não é EUA vs. China e sim entre 4 ou 5 laboratórios privados dos Estados Unidos para ver que alcança primeiro a AGI (Artificial General Intelligence, um tipo hipotético de IA que possui a capacidade de aprender, raciocinar e executar qualquer tarefa intelectual no mesmo nível que um ser humano.

    Segundo Alvin, o discurso EUA vs. China interessa a eles porque:

    Isso permite que eles avancem mais rápido, que desregulamentem, que construam data centers com mais agilidade sem preocupação com leis ambientais etc.

    A fala completa de Alvin Wang está disponível no YouTube.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    BuzzFeed passa a foice em um terço dos funcionários

    Desde quando fui demitido do BuzzFeed Brasil, em jan.19, acompanho as tentativas da empresa de se tornar relevante no mercado editorial. A última foi uma megapivotagem para conteúdo gerado por IA, que começou lá em 2023, mas não deu muito certo. Do Futurism:

    O BuzzFeed foi um dos primeiros veículos a adotar a IA. Em janeiro de 2023, poucos meses após o lançamento público do ChatGPT, o então CEO Jonah Peretti anunciou que a empresa usaria o chatbot para ajudar a criar seus famosos quizzes.

    Aquilo foi apenas o começo. Pouco depois, a empresa se viu no centro de um escândalo ao ser flagrada usando IA para produzir artigos inteiros e de péssima qualidade — revelação agravada pela decisão de encerrar sua premiada divisão de jornalismo. O tráfego do site despencou, assim como o preço de suas ações, que caiu de cerca de US$ 4 para menos de US$ 0,50.

    Nesta segunda a empresa anunciou que precisou cortar 180 postos de trabalho. As demissões atingiram também o Huffington Post e o Tasty, divisão de vídeos de comida.

    Via Futuirsm e NYT.

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    A conta da IA até agora: menos US$700 bilhões

    Um curioso site utiliza dados públicos (e lista todas as fontes) para rastrear os investimentos com inteligência artificial por grandes empresas e responder uma única pergunta: a IA já deu lucro?

    A resposta: não. Até agora, investimentos em IA custaram US$730 bilhões a mais do que o setor conseguiu gerar de receita.

    Vale ressaltar que investimentos bilionários não têm objetivo de retorno de curto prazo, ou até mesmo médio prazo, mas é interessante ver a escala megazórdica dessa indústria.

    >> Acesse o site aqui

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