A Meta vai implementar novos recursos e políticas internas para tentar conter os costumeiros abusos com seus óculos de IA, os chamados Meta Glasses, em uma busca para conter a crise de confiança sobre sua principal plataforma de hardware.
Até hoje, o principal – e talvez único – recurso de privacidade dos Meta Glasses é uma luz de LED que acende para mostrar que a câmera está ligada. Muitos usuários passaram a simplesmente bloquear essa luz.
GLASSHOLES. Há vários casos registrados online de imbecis usando esse óculos para filmar sem permissão, assediar e humilhar pessoas. Ficou tão comum que foi até cunhado um termo para esse tipo de pessoa: glassholes – mistura em inglês de glasses (óculos) e asshole (cuzão/babaca/otário).
MEDIDAS. Uma das coisas que a empresa vai fazer é forçar uma atualização de software para desabilitar a câmera em óculos que tiveram o LED bloqueado. Outra coisa que a empresa vai fazer é remover vídeos de assédio do Instagram feitos com Meta Glasses (os outros vídeos de assédio nós não sabemos o que vai acontecer eles, nem vídeos em outras plataformas).
TOO LITTLE, TOO LATE. Tudo isso é visto como enxugar, segundo o The Verge. Especialmente porque os Meta Glasses representam outros riscos, agora que a empresa testa tecnologias de reconhecimento facial. A Meta também quer permitir que seus óculos façam gravações o tempo todo, não apenas alguns minutos por vez.
Esse gadget é tão mal visto por alguns defensores de privacidade que anúncios contrários a eles nos EUA e no Reino Unido declararam tratar-se de "óculos de vigilância em massa para predadores".

Via The Verge [2], The New York Times, Wired, Financial Times



