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Julianna Granjeia Julianna Granjeia
Anúncio do PT no YouTube associa Bolsonaro a canibalismo
Reportagem Ethel Rudnitzki e Julianna Granjeia


Esta reportagem foi feita numa colaboração entre Agência Pública, Aos Fatos e Núcleo Jornalismo para a cobertura das eleições de 2022. A republicação só é permitida com a atribuição de crédito para todas as organizações.

No primeiro dia de propaganda eleitoral do segundo turno, a campanha de Luís Inácio Lula da Silva (PT) veiculou na TV e na internet um anúncio que associa seu adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL), à prática de canibalismo. A peça está sendo exibida em vídeos no YouTube, por meio do Google Ads.

A campanha anunciou o vídeo quatro vezes nesta sexta-feira (7.out.22), e investiu aproximadamente R$ 7,5 mil - a plataforma do Google informa apenas a faixa do valor investido.  

Os anúncios já somaram ao menos 500 mil visualizações, direcionado a homens e mulheres de todas as faixas etárias em todo o país.

A propaganda usa trechos de vídeos antigos do presidente Jair Bolsonaro, entre eles uma parte de entrevista concedida ao jornal americano The New York Times em 2016, em que ele diz que “comeria um índio sem problema nenhum”. Na ocasião, o então deputado se referia a um suposto ritual indígena em que se cozinha o indigena após a morte e o corpo é servido na tribo.

O jornalista que aparece nas imagens é Simon Romero, então chefe da sucursal brasileira do jornal americano, com base no Rio de Janeiro. Uma reportagem sobre Bolsonaro foi publicada na edição impressa do dia 8 de maio de 2016. O texto não registrou as falas do então deputado sobre povos indígenas.

O presidente do Condisi (Conselho do Distrito Sanitário Indígena) Yanomami desmentiu à Agência Pública que o povo mantenha a prática de canibalismo. Segundo o jornal O Globo, a campanha de Bolsonaro pretende acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a propaganda.

MISSÃO

O vídeo sobre canibalismo anunciado no YouTube também foi divulgado no grupo de WhatsApp Lula 13, administrado pela campanha petista. Na mensagem, link para um post no site do ex-presidente com o título "Assustador! Bolsonaro diz que comeria carne humana".

À GloboNews, a campanha petista informou que não está veiculando fake news e que apenas reproduz entrevistas verdadeiras de Bolsonaro.

Maçonaria e satanismo: esquerda parte pra guerrilha nas redes
Video antigo de Bolsonaro em uma loja maçônica deu início a uma enxurrada de posts com informações duvidosas e ironias à pauta moral bolsonarista

No grupo de WhatsApp, a campanha também postou um vídeo com pessoas doentes de Covid chorando ao lado de imagens de Bolsonaro desdenhando da pandemia.

Há também uma "missão do dia": "Espalhe que Bolsonaro é lobo 🐺 em pele de cordeiro. Espalhar a verdade é tirar votos dele.🚨 Ele é cruel e só anda com gente do mal. Desumano e incompetente."

Na plataforma de anúncios do Google há ainda investimento em vídeos com os títulos "Conheça a verdade sobre Bolsonaro" e "País Cristão".

Edição Alexandre Orrico

Outros Jogos Rápidos

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jornalismo independente contra bets

    Ainda sobre as bets: nesta terça-feira (21.jul), 15 veículos independentes se uniram em torno de um compromisso de rejeitar anúncios de casas de apostas e repudiar a influência nefasta dessas empresas.

    Veículos que fazem parte da aliança

    • Agência Lupa
    • Agência Pública
    • Alma Preta
    • Amado Mundo
    • Aos Fatos
    • Manual do Usuário
    • Matinal
    • Meio
    • Mobile Time
    • My News
    • Notícia Preta
    • NeoFeed
    • Plural
    • Portal Imprensa
    • Reset

    Os efeitos negativos desse tipo de negócio já são bem conhecidos: comprometem a renda das famílias e atingem de forma desproporcional as classes sociais mais pobres, além do risco de dependência. São danos sociais e econômicos que já assustam até mesmo os bancos.

    O Núcleo também não aceita publicidade de casas de aposta. Há nove meses nós publicamos um texto editorial sobre essa decisão.

    (Curiosidade: alguns desses veículos estão sob o guarda-chuva de empresas maiores que aceitam e/ou aceitaram publicidade de bets, como UOL e Terra)

    Por que o Núcleo não aceita publicidade de bets
    Esclarecimento sobre nossa política de anúncios para nossa comunidade

    Via Meio & Mensagem, Neofeed, Mobile Time, Agência Lupa

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O caso bizarro do engenheiro da Meta preso em Nova York

    Reportagem do New York Post (é um tabloide, meio sensacionalista, então cuidado é necessário):

    Um engenheiro de Nova York, que dizia criar "experiências digitais para crianças" na gigante das redes sociais Meta, foi preso após admitir ter tentado enviar mensagens de teor sexual para uma jovem de 13 anos [...]

    Felker, que listava seu cargo em uma conta do LinkedIn (agora excluída) como Gerente de Engenharia que criava "experiências digitais para crianças" para a Meta, entrou em contato com a "conta isca" de 13 anos do grupo [Predator Poachers Long Island], em maio, e vinha trocando mensagens com eles regularmente desde então, informou o grupo.

    A Meta disse que o engenheiro foi suspenso e que vai colaborar com as investigações.

    Via New York Post

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Bets temem mais regulação no Brasil

    O repórter Pedro S. Teixeira (cara bom), da Folha, fez uma boa reportagem sobre o aumento, no Brasil, de 300% no número de apostas durante a Copa do Mundo.

    Mas o que me chamou atenção mesmo na reportagem foi que as empresas de apostas continuam receosas com potenciais novas regulações sobre publicidade do setor, além das que já foram implementadas recentemente – as bets gastaram mais de R$1,4 bilhão em mídia só em 2025.

    Outro ponto de preocupação para o setor foi a reação do governo Lula, além de estados e municípios, contra a publicidade de jogos de azar durante a Copa.

    O presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos Jorge, disse que algum nível de restrição era esperado às vésperas das eleições, mas o setor teme que os anúncios recentes sejam "o início de uma onda de retaliações, que desconsidera os efeitos negativos das restrições".

    Agora em julho, foram publicadas novas regras para anúncios, que restringem, inclusive, o incentivo de bets como uma forma fácil de ganhar dinheiro e a obrigatoriedade de trazer rótulos no estilo Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência.

    Antes tarde do que mais tarde.

    Via Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Poder360 e Meio de Mensagem

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Contra a youtubização do Spotify

    Há alguns anos, o Spotify decidiu que concorreria com o YouTube. Podcasts foram incentivados a ganhar versões em vídeo, enquanto músicas passaram a exibir trechos de clipes que, na maioria dos casos, eram reproduzidos automaticamente em segundo plano. Na última sexta-feira (17), reforçando essa estratégia, o BTS lançou o clipe de “NORMAL” com exclusividade de 48 horas no Spotify.

    Esse direcionamento tornou o aplicativo mais confuso e difícil de usar, além de aumentar brutalmente o consumo de bateria e memória dos dispositivos.

    Recentemente, porém, descobri que o Spotify passou a permitir que os usuários desativem por completo vídeos, canvas (os vídeos curtos em loop) e outros recursos visuais.

    Nos links abaixo, há instruções para quem, assim como eu, quer deixar o Spotify com menos cara de árvore de Natal.

    Via WIRED e Tecnoblog

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    "Não é A, é B" – o vício de linguagem dos chatbots

    Artigo interessante na The Atlantic sobre um vício de linguagem avassaladoramente comum em chatbots que têm denunciado implicitamente quem delega pensamento para inteligência artificial:

    "Não é X; é Y". Uma vez que você começa a notar essa construção, você a vê por toda parte. Em uma versão, o Y é aditivo: ele foca, intensifica ou expande o X. Um relatório anual do Citizens Financial Group informou que o crescimento em sua divisão de private banking "não foi apenas uma vitória para o private bank — é uma vitória para toda a empresa". Em outra variante, o Y substitui o X como o descritor preferido... Há também construções como "Sem A, sem B, apenas C", que parecem surgir especialmente em ficção gerada por IA.

    Esse tique nervoso da IA pode acusar pessoas injustamente. Esse tipo de formulação é recorrente, comum, embora agora o exagero seja evidente, especialmente no LinkedIn. Na minha opinião, esses vícios vão forçar algumas pessoas a escrever diferente, a fim de se distanciar da verborragia sintética dos chatbots.

    Eu, por exemplo, sempre usei travessão para escrever, tanto em português quanto em inglês. Confesso que no último ano fui bem mais intencional e limitado com esse uso, justamente para evitar dúvidas de que é um modelo de linguagem escrevendo por mim.

    Via The Atlantic (gift link)

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    EUA sente a pressão de IA da China

    Comentário interessante de um especialista em inteligência artificial ao The New York Times sobre o estado de desenvolvimento de modelos fechados de linguagem nos EUA, em relação à abordagem da China de criar sistemas de código aberto:

    "O governo mais autoritário está produzindo os modelos mais igualitários, e o que deveria ser o governo mais democrático está gerando empresas que são as mais autoritárias," disse Rayan Krishnan, CEO da Vals AI, uma empresa que avalia o desempenho dos mais recentes modelos de IA.

    Segundo o artigo, os modelos abertos chineses estão perigosamente perto dos norte-americanos em termos de qualidade, além de serem muito mais baratos, colocando pressão sobre a inchada estrutura criada pelas empresas no país, especialmente com data centers.

    Por conta de um embargo dos EUA, a China não pode comprar chips estado-da-arte da Nvidia ou outras empresas americanas para seus data centers, e precisa ser muito mais criativa na eficiência de desenvolvimento de modelos.

    Via New York Times

  • Sofia Costa Sofia Costa
    Projeto de lei para regular óculos inteligentes avança na Câmara

    Um projeto de lei que estabelece condições, deveres e restrições ao uso de óculos inteligentes com recursos de inteligência artificial foi apresentado em 2.fev.26 na Câmara dos Deputados. O PL 19/2026 teve parecer aprovado pela Comissão de Viação e Transportes em 13.mai.26 e avançou para a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.

    Para o deputado autor do projeto, Carlos Zarattini (PT-SP) o dispositivo introduz ameaças a direitos assegurados pela Constituição Federal:

    "Em especial à privacidade, à proteção de dados pessoais, à imagem, à liberdade individual e à segurança pública. Diferentemente de tecnologias tradicionais, tais dispositivos permitem a captação discreta e contínua de imagens, sons e dados ambientais, associada a capacidades de processamento, reconhecimento e inferência em tempo real".

    Por isso, em sua proposta original, ele sugere:

    • que sejam implementados sinais visuais, sonoros ou equivalentes, permanentes e inequívocos, que indiquem a captação ativa de imagem ou áudio;
    • que funcionalidades de reconhecimento facial, identificação biométrica ou inferências sensíveis sobre terceiros sejam impedidas por padrão, exceto em caso de lei específica;
    • que sejam disponibilizados documentos técnicos claros quanto às informações coletadas;
    • que seja proibido o uso em ambientes como banheiros, vestiários, instalações de saúde e outros, exceto nos casos de autorização prévia;
    • que o o uso de óculos de IA durante a condução de veículos seja considerado infração de trânsito do tipo gravíssima quando comprometer a atenção do condutor, o que cabe ao Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN regulamentar;
    • que seja crime com 2 a 4 anos de reclusão registrar dados de terceiros para prática de crimes, entre outros.

    A proposta passou pela Comissão de Viação e Transportes e foi aprovada com emenda. A alteração feita foi não mais proibir o uso, mas, como um critério mais objetivo segundo o relator, vedar "o uso de dispositivos vestíveis ou portáteis que obstruam, total ou parcialmente, o campo de visão do condutor em relação à via e ao seu entorno".

    Em 18.mai.26, a proposta foi recebida pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.

    Essa apuração foi feita com documentos obtidos via monitoramento no Legislatech.
    Legislatech é uma ferramenta desenvolvida pelo Núcleo. Acesse legisla.tech e teste de graça.
    Texto Sofia Costa
    Edição Alexandre Orrico

  • Jeniffer Mendonça Jeniffer Mendonça
    Ancine determinou a suspensão de 24 mil sites e IPs por pirataria

    A Agência Nacional do Cinema (Ancine) determinou a suspensão de 23.938 IPs e 4.161 sites por oferta ilegal de conteúdos audiovisuais na internet entre abr.2025 e abr.2026, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pela agência Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.

    O maior número de bloqueios se deu no mês passado, com 4.584 IPs e 808 URLs.

    Após edição da Lei 14.815/2024, a agência passou a ter poder de determinar, em âmbito administrativo, a suspensão e a cessação do uso não autorizado de obras audiovisuais, como streamings ilegais.

    No mês passado, foi publicada instrução normativa para regulamentar o combate à pirataria de obras audiovisuais em ambientes digitais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é a responsável por notificar os provedores sobre as decisões de bloqueio.

    Texto Jeniffer Mendonça
    Edição Alexandre Orrico
  • Jeniffer Mendonça Jeniffer Mendonça
    18% das unidades de saúde usam IA no Brasil, diz pesquisa

    O uso de inteligência artificial está presente em 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil, segundo dados da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) nesta terça-feira (12.mai.2026). Em estimativas, é o equivalente a 23.667 unidades, considerando os setores público e privado, em 2025.

    Essa utilização se concentra em estabelecimentos com internação e mais de 50 leitos (31%), ou seja, hospitais com maior complexidade de atendimento, e nos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), modalidade de exames complementares, (29%).

    O principal uso informado se dá pela adoção de modelos de inteligência artificial generativa, por meio de chatbots como ChatGPT e Gemini (76%). Em segundo lugar, está a mineração de texto e análise de linguagem escrita ou falada (52%). Não há diferença significativa por esfera pública e privada nesses quesitos.

    Coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, Luciana Portilho afirma que o emprego da IA tem se dado especialmente na otimização de tarefas operacionais, como preenchimento de prontuários e organização de processos administrativos, e já demonstra como a tecnologia vem avançando no segmento da saúde.

    "A IA generativa é um recurso mais barato e mais acessível. Quando a gente pensa em outras ferramentas, como reconhecimento de processamento de sinais de imagem e aprendizagem de máquina, o percentual é menor, porque são recursos que têm um custo mais elevado e que têm questões mais sensíveis no uso dos dados dos pacientes", explica.

    Já os estabelecimentos que não usam IA justificaram que não é uma prioridade (62%), não há interesse ou necessidade (53%) e faltam pessoas capacitadas para utilizar (49%). A pesquisadora sinaliza ainda que a falta de regulação sobre o tema gera receios e inibe a implementação.

    "Essa parte mais voltada para o diagnóstico do paciente ainda está sendo mais desenvolvida. Acredito que, quando a gente tiver uma regulamentação direta sobre isso, os próprios profissionais vão se sentir mais seguros e compreender melhor como que eles podem usar essa tecnologia em benefício do paciente, com questões éticas e regulatórias bem definidas, bem claras", aponta.

    A TIC Saúde realizou entrevistas por telefone e questionários online com 3.270 estabelecimentos de saúde em todas as regiões do país, compreendendo equipamentos de atenção primária, unidades com mais e menos de 50 leitos, com e sem internação, além da modalidade SADT em 2025. É a primeira vez que a pesquisa incluiu questões relacionadas ao uso de IA.

    Texto Jeniffer Mendonça
    Arte Aleksandra Ramos
    Edição Alexandre Orrico
  • Jeniffer Mendonça Jeniffer Mendonça
    Governo de Goiás nega pedido de LAI por 'falhas reiteradas' em data center

    Um data center da Secretaria-Geral de Governo de Goiás está sofrendo "falhas reiteradas" que tem afetado a prestação de serviços públicos, segundo ofício assinado em 29.abr.2026 pelo superintendente de Operações e Serviços de Tecnologia da Informação Bruno Caiado Paranhos Carneiro.

    O documento foi enviado ao Núcleo pela Secretaria de Segurança Pública nesta quinta-feira (7.mai.2026) para justificar a negativa de acesso à algumas estatísticas criminais para a produção de uma reportagem solicitadas via Lei de Acesso à Informação.

    Os dados já haviam sido negados em duas oportunidades por outras razões, mas, no recurso de segunda instância, o gerente do Observatório da Segurança Pública Tenison Machado Durões respondeu que as "falhas" impossibilitam temporariamente a pesquisa e extração na base de dados da pasta e recomendou que um novo pedido fosse realizado em 20 dias.

    O ofício do superintendente aponta que o data center "sustenta sistemas vitais" da Secretaria de Segurança Pública e, "embora medidas paliativas tenham sido adotadas", o problema persiste e tem resultado em:

    • Paralisação de Delegacias e Centrais de Flagrante;
    • Retenção de viaturas e comprometimento do fluxo da PM e Bombeiros;
    • Indisponibilidade do registro de ocorrências (RAI);
    • Risco institucional elevado e prejuízo à prestação de serviço ao cidadão.

    O Núcleo não localizou avisos nos canais oficiais do governo goiano sobre o assunto e o documento não informa quando a instabilidade começou. A reportagem procurou as assessorias das secretarias envolvidas, mas não teve retorno até a publicação.

    Goiás foi o primeiro estado no país a aprovar uma política de fomento à inovação em inteligência artificial, em mai.2025, com intuito de atrair investimentos em data centers e outras "infraestruturas digitais estratégicas".

    A lei entrou em vigência antes de o governo federal editar a Medida Provisória do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), em set.2025, que acabou perdendo a validade em fev.2026 e cujo projeto de lei está parado no Senado.

    Texto Jeniffer Mendonça
    Edição Alexandre Orrico
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