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Equipe Núcleo Equipe Núcleo
Resposta na íntegra da Mynd8 e Banca Digital sobre rede de perfis de fofoca que lucra com publis e pauta a internet

O Núcleo, em parceria com o Aos Fatos, publicou nesta segunda-feira (25.jul.2022) uma reportagem sobre o funcionamento da Banca Digital, braço de marketing de influência da empresa Mynd8.

Perfis de fofoca lucram com publis e pauta a internet
Com 73 milhões de seguidores, páginas agenciadas pela Banca Digital, da Mynd8, vão além de posts sobre celebridades e têm indícios de coordenação, revela levantamento exclusivo

O contato com a assessoria de imprensa da empresa aconteceu por e-mail em 15.jul.2022 e a resposta veio dia 20.jul.2022. Veja abaixo a íntegra:

1. A Mynd administra centenas de perfis nas redes sociais, de artistas a perfis que falam sobre entretenimento. Como isso funciona? As páginas têm administradores em comum ou algum outro tipo de relação entre si?

Ainda que a Banca Digital seja um projeto integrado à Mynd, a empresa não administra editorialmente os perfis da agência. Seu escopo está pautado apenas na comercialização de espaços junto ao mercado publicitário, não tendo qualquer tipo de interferência no conteúdo que será produzido.

A Banca conta, hoje, com um time comercial completo, ficando à frente de todas as negociações publicitárias junto aos perfis, porém sem interferência editorial. Cada página possui um dono, que cuida de toda a parte de conteúdo e equipe e define sua linha de comunicação.

2. O que é a "Banca Digital" da Mynd? Quantas e quais são as páginas agenciadas?

A Banca Digital é uma agência especializada em marketing de influência, que comporta em seu casting toda a parte de agenciamento publicitário dos 37 maiores perfis de entretenimento do Instagram e do Twitter, que contam, hoje, com um alcance único de mais de 73 milhões de seguidores.

3. Como é o processo para a contratação de publis nos perfis de entretenimento? No dia 10 de junho, nove perfis no Instagram administrados pela Mynd (alfinetei, soueunavida, ginaindelicada, letsgossip,  fofoquei, centraldafama, babados, subcelebrities e rainhamatos) publicaram um publi da Ambev com a Ana Maria Braga em um intervalo de três horas. O interessado precisa necessariamente contratar mais de um perfil da Mynd para a publi?

O time comercial da Banca Digital, à frente da administração e alinhamento de oportunidades publicitárias junto aos perfis, fica responsável por entender os principais objetivos de cada campanha, para definir, junto ao time de criação, os perfis que podem integrar a ação e por meio de quais formatos e conteúdos. Quanto à contratação dos perfis, é um formato modulável, pois existe tanto a possibilidade de plugar apenas um como vários. Tudo depende dos objetivos que cada marca apresenta acerca do desejo de amplificação das campanhas.

4. No dia 9 de junho, os perfis rainhamatos e vemebuscarhebe publicaram posts parecidos entre si sobre o ex-presidente Lula (PT). Em 6 de junho, os perfis babados, choquei e centraldafama publicaram posts semelhantes sobre críticas do pré-candidato Ciro Gomes (PDT) ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Existe alguma orientação específica em relação aos presidenciáveis?

A Banca Digital administra as publicidades que rodam nos perfis e não tem qualquer interferência, ou mesmo informações, sobre os conteúdos editoriais postados. É comum notícias relevantes estarem em vários veículos de comunicação. Há anos, isso acontece. Não seria diferente em conteúdos do Instagram, que trazem assuntos que estão sendo falados no ambiente digital. Cada perfil é independente e possui um dono e uma equipe, não existindo qualquer integração e interferência entre eles em relação à linha editorial.

A Banca Digital preza pela ética e verdade em todos os seus projetos e conta, hoje, com um Head de Jornalismo em sua equipe, que fica responsável por trazer insights para a produção de conteúdo das páginas, evitando principalmente a associação com fake news, porém sem interferir no processo editorial dos perfis. Cada página possui identidade e comunicação próprias, pautadas em factuais alinhados aos interesses de cada audiência.

5. Artistas agenciados pela Mynd são assunto de postagens em perfis de entretenimento administrados pela empresa. Há alguma orientação sobre conteúdos que tratem de outros perfis ou artistas agenciados?

Não, a Mynd não interfere editorialmente nos perfis da Banca Digital e não faz qualquer tipo de orientação em relação às postagens que dizem respeito a outros agenciados da empresa. Eles são livres para publicarem o que acharem pertinente. A Mynd tem 450 agenciados, entre os maiores perfis de influenciadores do Brasil, então é natural e bastante comum que todos estejam com frequência em notícias não só da Banca, mas também de outros veículos de comunicação, revistas, televisão, programas, séries, pois são influenciadores de grande relevância.

6. Apuramos que 24 páginas da Mynd realizaram postagens em comum ou repetidas, em alguns casos com poucos minutos ou até segundos de diferença, na semana do dia 5 a 12 de junho. Há alguma coordenação de postagens entre as páginas?

Reiterando, as páginas não são da Mynd como colocado na pergunta. A Mynd administra o comercial e a publicidade das páginas, sendo uma relação com marcas exclusivamente. Cada perfil é uma “revista digital”, e é extremamente comum que uma notícia relevante esteja em todos eles, assim como certamente a mesma notícia está nos portais (terra, UOL, globo.com) e TTs do Twitter. Os perfis não coordenam entre si nenhuma notícia, assim como também não coordenam com portais, canais de televisão ou qualquer outro veículo.

A notícia que cada um posta é selecionada pela sua relevância, principalmente no ambiente digital, e comumente fala de pessoas e fatos. O caso do Luva de Pedreiro, por exemplo, não só saiu ao mesmo tempo em todos os perfis, como também nos portais e em todos os programas de televisão. É extremamente normal que veículos de notícias e entretenimento publiquem o mesmo fato. Cada um da sua forma e para a sua audiência.

7. A cantora Luísa Sonza, agenciada pela Mynd, recentemente disse que está perdendo contratos por conta de manifestações políticas. No dia 9 de junho, o assunto apareceu em posts de cinco perfis administrados pela Mynd (cutucadas, otariano, vemebuscarhebe, fofoquei e babados). Existe alguma orientação para os perfis em relação a postagens sobre eleições e política?

A Luísa Sonza não disse que perdeu contratos. Ela disse que sua agência, no caso a Mynd, comentou com ela que algumas marcas pedem para que os artistas não se posicionem politicamente. Como uma mulher independente e de opinião, a própria Luísa ficou indignada e comentou o fato no Twitter. A Luísa é uma das maiores artistas do país, gigante no mundo digital e está sempre sendo noticiada por diversos perfis, programas de televisão, portais e revistas em geral. Como uma das maiores personalidades do ambiente digital, é comum que qualquer tipo de comentário dela viralize, o que foi mais um dos casos, que já  acontece há anos na carreira dela. Esse não é o primeiro e nem será o último fato noticiado sobre ela, que, assim como outros diversos influenciadores, está sempre nas principais notícias do digital no país. Seu comentário não só foi replicado em inúmeros perfis, mas também em jornais, portais e diversos veículos.

Como falei, não existe qualquer interferência no conteúdo editorial dos perfis e em nenhum veículo de comunicação do mercado brasileiro. A Mynd comercializa propaganda nos perfis da Banca Digital, exclusivamente isso.

Outros Jogos Rápidos

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O meme da prateleira vale pra IA

    Análise do The New York Times, nesta quarta-feira (22.jul.2025):

    Os principais índices de ações têm acumulado recorde atrás de recorde nos últimos anos, impulsionados pelo apetite aparentemente sem limites dos investidores por tudo o que esteja conectado à inteligência artificial. O valor total do mercado de ações dos EUA mais que dobrou na última década, ultrapassando os US$ 75 trilhões — cerca de duas vezes e meia a produção anual de toda a economia americana, o que representa, por si só, uma proporção recorde.

    A dependência do crescimento econômico em apenas um setor econômico da maior economia do mundo me lembra aquele meme da prateleira:

    Via The New York Times (link gratuito)

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    OnlyFans ignorou fiscalização brasileira

    Ao menos três empresas de conteúdo digital pornográfico fiscalizadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), incluindo a OnlyFans, ignoraram comunicações feitas pelo órgão regulador, que abriu um processo de fiscalização para saber se os sites estão aderindo às restrições de uso de crianças e adolescentes.

    Em publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22.jul), a ANPD intimou as empresas por trás dos sites adultos AnimesHentai.biz, OnlyFans.com e ThisVid.com a responderem em 10 dias, após não conseguir contato – elas não possuem endereço no Brasil nem responderam a solicitações por via eletrônica.

    As empresas terão 10 dias para responder à intimação da ANPD. Não há mais detalhes sobre o processo, cujos documentos são sigilosos até agora.

    A ANPD anunciou em jun.2026 ter aberto um processo de fiscalização sobre 18 sites, que representam 98% do tráfego de pornografia online no Brasil, verificando adesão ao ECA Digital, legislação que passou a valer este ano e que trouxe mais proteções a crianças e adolescentes.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jack Dorsey lança mais um app

    Você piscou e o Jack Dorsey lançou mais uma coisa. O cofundador e ex-CEO do Twitter anunciou nesta terça, 22.jul, o Buzz, um app que parece ser uma mistura de Slack com GitHub e que tem suporte para agentes de inteligência artificial.

    O Buzz entra na lista do apps que Dorsey criou e/ou financiou nos últimos anos, como Square, Cash App, Afterpay, TIDAL, Bluesky, Bitkey e Proto, além, do próprio Twitter/X.

    Via Techcrunch

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    França segue passos da Austrália

    Em uma medida inédita na Europa, a França se tornou o primeiro país do continente a aprovar regulação para restringir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    A Austrália foi o primeiro a ter trais restrições (nesse caso, para menores de 16 anos), com lei que entrou em vigor em dez.2025.

    Aparentemente, mais países europeus devem seguir o exemplo, como Noruega, Espanha e Dinamarca. Em muitos deles há algumas regras já, mas nada que seja tão restritivo quanto na França.

    No Brasil, o mais perto disso que temos é o chamado ECA Digital, que passou a valor a partir de mar.2026 e que prevê mais segurança para menores, incluindo moderação de conteúdo mais eficiente, ferramentas de supervisão parental, contas de menores de 16 ligadas a responsáveis legais e proteções contra publicidade direcionada, entre outras coisas.

    Segundo a Rádio França Internacional:

    O órgão de vigilância da saúde pública da França afirmou no ano passado que plataformas como TikTok, Snapchat e Instagram eram prejudiciais aos adolescentes, particularmente às meninas, embora tenha ressaltado que elas não eram o único motivo para o declínio de sua saúde mental.

    Via Rádio França Internacional, Ministério da Justiça e g1

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Saldão da divisão Xbox?

    A Microsoft pode estar preparando o terreno para vender a divisão do Xbox. Segundo texto do MeioBit:

    De um lado, a Sony tomou a antipática, porém inevitável, decisão de encerrar a produção de mídias físicas dos consoles PlayStation para games lançados a partir de janeiro de 2028; do outro lado do rio, a Microsoft esviscerou a divisão Xbox ao demitir 1.600 funcionários (e mais 1.600 vão rodar até o fim do ano fiscal), vender e desmembrar estúdios, cancelar games e exterminar projetos e equipes inteiras.

    Obsidian, id Software, Activision, Blizzard e Bethesda foram alguns dos estúdios atingidos. Parece que Satya Nadella, diretor executivo da Microsoft desde 2014 e nomeado pelo próprio por Bill Gates, não tem mais interesse por videogames e quer deslocar os investimentos para... Inteligência artificial, claro.  

    Há um entendimento de que a real intenção do CEO Satya Nadella que, fato conhecido, está absolutamente obcecado com IA, não é tornar o Xbox lucrativo, mas se livrar dele.

    Um dos candidatos mais fortes para a compra é o Fundo Público de Investimentos (PIF) do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que controla a SNK e está em vias de concluir a compra da Electronic Arts.

    Via MeioBit.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jornalismo independente contra bets

    Ainda sobre as bets: nesta terça-feira (21.jul), 15 veículos independentes se uniram em torno de um compromisso de rejeitar anúncios de casas de apostas e repudiar a influência nefasta dessas empresas.

    Veículos que fazem parte da aliança

    • Agência Lupa
    • Agência Pública
    • Alma Preta
    • Amado Mundo
    • Aos Fatos
    • Manual do Usuário
    • Matinal
    • Meio
    • Mobile Time
    • My News
    • Notícia Preta
    • NeoFeed
    • Plural
    • Portal Imprensa
    • Reset

    Os efeitos negativos desse tipo de negócio já são bem conhecidos: comprometem a renda das famílias e atingem de forma desproporcional as classes sociais mais pobres, além do risco de dependência. São danos sociais e econômicos que já assustam até mesmo os bancos.

    O Núcleo também não aceita publicidade de casas de aposta. Há nove meses nós publicamos um texto editorial sobre essa decisão.

    (Curiosidade: alguns desses veículos estão sob o guarda-chuva de empresas maiores que aceitam e/ou aceitaram publicidade de bets, como UOL e Terra)

    Por que o Núcleo não aceita publicidade de bets
    Esclarecimento sobre nossa política de anúncios para nossa comunidade

    Via Meio & Mensagem, Neofeed, Mobile Time, Agência Lupa

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O caso bizarro do engenheiro da Meta preso em Nova York

    Reportagem do New York Post (é um tabloide, meio sensacionalista, então cuidado é necessário):

    Um engenheiro de Nova York, que dizia criar "experiências digitais para crianças" na gigante das redes sociais Meta, foi preso após admitir ter tentado enviar mensagens de teor sexual para uma jovem de 13 anos [...]

    Felker, que listava seu cargo em uma conta do LinkedIn (agora excluída) como Gerente de Engenharia que criava "experiências digitais para crianças" para a Meta, entrou em contato com a "conta isca" de 13 anos do grupo [Predator Poachers Long Island], em maio, e vinha trocando mensagens com eles regularmente desde então, informou o grupo.

    A Meta disse que o engenheiro foi suspenso e que vai colaborar com as investigações.

    Via New York Post

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Bets temem mais regulação no Brasil

    O repórter Pedro S. Teixeira (cara bom), da Folha, fez uma boa reportagem sobre o aumento, no Brasil, de 300% no número de apostas durante a Copa do Mundo.

    Mas o que me chamou atenção mesmo na reportagem foi que as empresas de apostas continuam receosas com potenciais novas regulações sobre publicidade do setor, além das que já foram implementadas recentemente – as bets gastaram mais de R$1,4 bilhão em mídia só em 2025.

    Outro ponto de preocupação para o setor foi a reação do governo Lula, além de estados e municípios, contra a publicidade de jogos de azar durante a Copa.

    O presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos Jorge, disse que algum nível de restrição era esperado às vésperas das eleições, mas o setor teme que os anúncios recentes sejam "o início de uma onda de retaliações, que desconsidera os efeitos negativos das restrições".

    Agora em julho, foram publicadas novas regras para anúncios, que restringem, inclusive, o incentivo de bets como uma forma fácil de ganhar dinheiro e a obrigatoriedade de trazer rótulos no estilo Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência.

    Antes tarde do que mais tarde.

    Via Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Poder360 e Meio de Mensagem

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Contra a youtubização do Spotify

    Há alguns anos, o Spotify decidiu que concorreria com o YouTube. Podcasts foram incentivados a ganhar versões em vídeo, enquanto músicas passaram a exibir trechos de clipes que, na maioria dos casos, eram reproduzidos automaticamente em segundo plano. Na última sexta-feira (17), reforçando essa estratégia, o BTS lançou o clipe de “NORMAL” com exclusividade de 48 horas no Spotify.

    Esse direcionamento tornou o aplicativo mais confuso e difícil de usar, além de aumentar brutalmente o consumo de bateria e memória dos dispositivos.

    Recentemente, porém, descobri que o Spotify passou a permitir que os usuários desativem por completo vídeos, canvas (os vídeos curtos em loop) e outros recursos visuais.

    Nos links abaixo, há instruções para quem, assim como eu, quer deixar o Spotify com menos cara de árvore de Natal.

    Via WIRED e Tecnoblog

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    "Não é A, é B" – o vício de linguagem dos chatbots

    Artigo interessante na The Atlantic sobre um vício de linguagem avassaladoramente comum em chatbots que têm denunciado implicitamente quem delega pensamento para inteligência artificial:

    "Não é X; é Y". Uma vez que você começa a notar essa construção, você a vê por toda parte. Em uma versão, o Y é aditivo: ele foca, intensifica ou expande o X. Um relatório anual do Citizens Financial Group informou que o crescimento em sua divisão de private banking "não foi apenas uma vitória para o private bank — é uma vitória para toda a empresa". Em outra variante, o Y substitui o X como o descritor preferido... Há também construções como "Sem A, sem B, apenas C", que parecem surgir especialmente em ficção gerada por IA.

    Esse tique nervoso da IA pode acusar pessoas injustamente. Esse tipo de formulação é recorrente, comum, embora agora o exagero seja evidente, especialmente no LinkedIn. Na minha opinião, esses vícios vão forçar algumas pessoas a escrever diferente, a fim de se distanciar da verborragia sintética dos chatbots.

    Eu, por exemplo, sempre usei travessão para escrever, tanto em português quanto em inglês. Confesso que no último ano fui bem mais intencional e limitado com esse uso, justamente para evitar dúvidas de que é um modelo de linguagem escrevendo por mim.

    Via The Atlantic (gift link)

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