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Mellanie Dutra Mellanie Dutra
Orcas afundando 3 embarcações na Europa chocam o pessoal do Twitter

Recentemente, diversos veículos da imprensa compartilharam um vídeo de orcas avançando sobre uma embarcação na costa ibérica da Europa. Segundo as informações, já é a terceira embarcação que é afundada por orcas, trazendo a possibilidade de que as mesmas podem estar repassando esse aprendizado comportamental umas para as outras.

https://twitter.com/revistaforum/status/1661031852251947009

O ocorrido mais recente

Segundo as informações abaixo, três orcas avançaram e atacaram uma embarcação, que foi resgatada pela guarda costeira a qual, também, rebocou o barco, mas que afundou na entrada do porto.

"Havia duas orcas menores e uma maior", disse o capitão Werner Schaufelberger à publicação alemã Yacht. "As menores sacudiram o leme na parte de trás, enquanto a maior recuou repetidamente e bateu no navio com força total pela lateral."

https://twitter.com/WillRinehart/status/1659577200478224384

O curioso é que, segundo o capitão, as duas orcas menores pareciam "observar" a maior, enquanto executava seu ataque, e após, avançaram sobre a embarcação, levando pesquisadores a considerar um possível aprendizado social. Alguns dias antes desse ataque, seis orcas também haviam avançado contra outra embarcação e, novamente, parecia alguma forma de aprendizado social

"Definitivamente, era alguma forma de educação, de ensino", Greg Blackburn, que estava a bordo da embarcação, observou quando uma mãe orca parecia ensinar seu filhote a atacar o leme - Live Science

Encontros anteriores

Um estudo publicado em 2022 na revista científica Marine Mammal Science revela que a subpopulação de orcas do Estreito de Gibraltar foram "listadas como vulnerável pelo Ministério do Meio Ambiente da Espanha em 2011, que publicou um plano de conservação em 2017 e foi avaliada como Criticamente Ameaçada pela Lista Vermelha da IUCN em 2019".

No estudo, os autores comentam sobre comportamentos que obedecem um certo padrão, como "tocar, empurrar e até girar os barcos, o que em alguns casos resultou em danos na popa, principalmente nos lemes", totalizando 45 interações de julho a novembro de 2020 entre as águas do Estreito de Gibraltar e o noroeste de Espanha (Galiza). Dos 500 encontros registrados desde 2020, apenas três resultaram em navios afundados, segundo a reportagem do Live Science.

Ok, mas por que esses encontros parecem ter ficado mais agressivos, nos últimos tempos?

Um por todos, todos por um

Segundo o Live Science, especialistas acreditam que "um evento traumático" pode ter estimulado um comportamento mais reativo de uma orca, e as demais podem estar "aprendendo" socialmente com ela, a partir da "imitação".

"As orcas estão fazendo isso de propósito, é claro, não sabemos a origem ou a motivação, mas o comportamento defensivo baseado em trauma, como a origem de tudo isso, ganha mais força para nós a cada dia", López Fernandez para o Live Science.

Segundo os especialistas, é possível que uma das orcas possa ter sofrido um momento tenso de colisão com alguma embarcação, ou ter se deparado com alguma armadilha, que engatilhou um comportamento defensivo, e esse comportamento pode estar sendo reproduzido pelo grupo.

Existem muitas questões ainda em aberto. Esse aprendizado está sendo ativamente ensinado para os filhotes, ou somente imitado pelo grupo? Esse comportamento pode também ser algum tipo de brincadeira, como uma "moda", que é copiado de forma rápida e transitória?

Independente, é importante entender os motivadores desses comportamentos com o intuito de preservar não só a segurança dos marinheiros, mas das próprias orcas, que são consideradas animais vulneráveis e que necessitam de ações de conversação da espécie ibérica.

No twitter, muitos usuários não ficaram de fora ao comentar sobre esse comportamento em grupo:

https://twitter.com/gabsz/status/1659971325471989761

https://twitter.com/_evso/status/1659906249335472130

Orcas, assassinas de veleiros

Comentário redigido pelo especialista Gabriel Leandro Gomes, pesquisador do Instituto Amares e doutorando pela faculdade de medicina da USP.

"É importante destacar que as orcas estão interessadas nas embarcações, e não nas pessoas. Apesar dos diversos relatos de interações, sejam eles brincadeira, curiosidade, traumáticos ou agonísticos, não há casos de ataque mortal de orcas em humanos registrados na natureza. Sua fama de assassinas se deve ao comportamento de algumas populações caçarem outros mamíferos marinhos, mas são apenas animais lutando para sobreviver, esse tipo de balança ética e moral não se encaixa em outros animais que não humanos. Por ano, milhares de golfinhos e baleias são mortos por acidentes com embarcações, lixo e redes de pesca, contra 3 embarcações afundadas sem vítimas fatais, me pergunto quem são os assassinos nessa história.

Orcas são extremamente inteligentes e curiosos, possuindo um cérebro ainda mais desenvolvido do que muitos primatas, principalmente em partes relacionadas aos vínculos sociais e processamento de emoções. Cada indivíduo possui um papel único e insubstituível dentro de cada grupo, a perda traumática pode acabar gerando comportamentos inesperados como dessas orcas. Ainda estamos longe de entender a complexidade dos golfinhos e baleias, hoje não se fala apenas em extinção de espécies ou de populações, mas sim extinções de culturas únicas. Se não for investido recursos para entender melhor o que está acontecendo, temo pela existência dessa subpopulação de orcas. Não é comum animais que causaram algum transtorno, principalmente financeiro, fosse sacrificado em virtude de um ‘bem maior’".

Outros Jogos Rápidos

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Até o Reddit considera sair do Google

    Do Wall Street Journal:

    O Reddit, fórum de discussões online que impulsiona uma grande parte dos resultados de busca do Google, discute bloquear o acesso da gigante da tecnologia ao seu conteúdo para uso em inteligência artificial, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

    O Reddit tem um acordo de US$60 milhões por ano com o Google para fornecer seus para resultados gerados por IA, e mesmo assim parece considerar um mau negócio, principalmente porque a audiência vindo do buscador parece ter caído vertiginosamente.

    As dores do Reddit são sentidas pelas empresas de jornalismo desde que o Google lançou o AI Overviews – aquelas respostas de IA no topo de resultados de busca.

    Segundo o WSJ, algumas empresas de conteúdo consideram até mesmo bloquear os robôs que indexam conteúdo para o Google, tamanha a raiva.

    Gráfico via WSJ

    No Núcleo, por exemplo, nosso tráfego de referência vindo do Google caiu na ordem de 50% em 12 meses.

    Via Wall Street Journal

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O meme da prateleira vale pra IA

    Análise do The New York Times, nesta quarta-feira (22.jul.2025):

    Os principais índices de ações têm acumulado recorde atrás de recorde nos últimos anos, impulsionados pelo apetite aparentemente sem limites dos investidores por tudo o que esteja conectado à inteligência artificial. O valor total do mercado de ações dos EUA mais que dobrou na última década, ultrapassando os US$ 75 trilhões — cerca de duas vezes e meia a produção anual de toda a economia americana, o que representa, por si só, uma proporção recorde.

    A dependência do crescimento econômico em apenas um setor econômico da maior economia do mundo me lembra aquele meme da prateleira:

    Via The New York Times (link gratuito)

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    OnlyFans ignorou fiscalização brasileira

    Ao menos três empresas de conteúdo digital pornográfico fiscalizadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), incluindo a OnlyFans, ignoraram comunicações feitas pelo órgão regulador, que abriu um processo de fiscalização para saber se os sites estão aderindo às restrições de uso de crianças e adolescentes.

    Em publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22.jul), a ANPD intimou as empresas por trás dos sites adultos AnimesHentai.biz, OnlyFans.com e ThisVid.com a responderem em 10 dias, após não conseguir contato – elas não possuem endereço no Brasil nem responderam a solicitações por via eletrônica.

    As empresas terão 10 dias para responder à intimação da ANPD. Não há mais detalhes sobre o processo, cujos documentos são sigilosos até agora.

    A ANPD anunciou em jun.2026 ter aberto um processo de fiscalização sobre 18 sites, que representam 98% do tráfego de pornografia online no Brasil, verificando adesão ao ECA Digital, legislação que passou a valer este ano e que trouxe mais proteções a crianças e adolescentes.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jack Dorsey lança mais um app

    Você piscou e o Jack Dorsey lançou mais uma coisa. O cofundador e ex-CEO do Twitter anunciou nesta terça, 22.jul, o Buzz, um app que parece ser uma mistura de Slack com GitHub e que tem suporte para agentes de inteligência artificial.

    O Buzz entra na lista do apps que Dorsey criou e/ou financiou nos últimos anos, como Square, Cash App, Afterpay, TIDAL, Bluesky, Bitkey e Proto, além, do próprio Twitter/X.

    Via Techcrunch

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    França segue passos da Austrália

    Em uma medida inédita na Europa, a França se tornou o primeiro país do continente a aprovar regulação para restringir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    A Austrália foi o primeiro a ter trais restrições (nesse caso, para menores de 16 anos), com lei que entrou em vigor em dez.2025.

    Aparentemente, mais países europeus devem seguir o exemplo, como Noruega, Espanha e Dinamarca. Em muitos deles há algumas regras já, mas nada que seja tão restritivo quanto na França.

    No Brasil, o mais perto disso que temos é o chamado ECA Digital, que passou a valor a partir de mar.2026 e que prevê mais segurança para menores, incluindo moderação de conteúdo mais eficiente, ferramentas de supervisão parental, contas de menores de 16 ligadas a responsáveis legais e proteções contra publicidade direcionada, entre outras coisas.

    Segundo a Rádio França Internacional:

    O órgão de vigilância da saúde pública da França afirmou no ano passado que plataformas como TikTok, Snapchat e Instagram eram prejudiciais aos adolescentes, particularmente às meninas, embora tenha ressaltado que elas não eram o único motivo para o declínio de sua saúde mental.

    Via Rádio França Internacional, Ministério da Justiça e g1

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Saldão da divisão Xbox?

    A Microsoft pode estar preparando o terreno para vender a divisão do Xbox. Segundo texto do MeioBit:

    De um lado, a Sony tomou a antipática, porém inevitável, decisão de encerrar a produção de mídias físicas dos consoles PlayStation para games lançados a partir de janeiro de 2028; do outro lado do rio, a Microsoft esviscerou a divisão Xbox ao demitir 1.600 funcionários (e mais 1.600 vão rodar até o fim do ano fiscal), vender e desmembrar estúdios, cancelar games e exterminar projetos e equipes inteiras.

    Obsidian, id Software, Activision, Blizzard e Bethesda foram alguns dos estúdios atingidos. Parece que Satya Nadella, diretor executivo da Microsoft desde 2014 e nomeado pelo próprio por Bill Gates, não tem mais interesse por videogames e quer deslocar os investimentos para... Inteligência artificial, claro.  

    Há um entendimento de que a real intenção do CEO Satya Nadella que, fato conhecido, está absolutamente obcecado com IA, não é tornar o Xbox lucrativo, mas se livrar dele.

    Um dos candidatos mais fortes para a compra é o Fundo Público de Investimentos (PIF) do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que controla a SNK e está em vias de concluir a compra da Electronic Arts.

    Via MeioBit.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jornalismo independente contra bets

    Ainda sobre as bets: nesta terça-feira (21.jul), 15 veículos independentes se uniram em torno de um compromisso de rejeitar anúncios de casas de apostas e repudiar a influência nefasta dessas empresas.

    Veículos que fazem parte da aliança

    • Agência Lupa
    • Agência Pública
    • Alma Preta
    • Amado Mundo
    • Aos Fatos
    • Manual do Usuário
    • Matinal
    • Meio
    • Mobile Time
    • My News
    • Notícia Preta
    • NeoFeed
    • Plural
    • Portal Imprensa
    • Reset

    Os efeitos negativos desse tipo de negócio já são bem conhecidos: comprometem a renda das famílias e atingem de forma desproporcional as classes sociais mais pobres, além do risco de dependência. São danos sociais e econômicos que já assustam até mesmo os bancos.

    O Núcleo também não aceita publicidade de casas de aposta. Há nove meses nós publicamos um texto editorial sobre essa decisão.

    (Curiosidade: alguns desses veículos estão sob o guarda-chuva de empresas maiores que aceitam e/ou aceitaram publicidade de bets, como UOL e Terra)

    Por que o Núcleo não aceita publicidade de bets
    Esclarecimento sobre nossa política de anúncios para nossa comunidade

    Via Meio & Mensagem, Neofeed, Mobile Time, Agência Lupa

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O caso bizarro do engenheiro da Meta preso em Nova York

    Reportagem do New York Post (é um tabloide, meio sensacionalista, então cuidado é necessário):

    Um engenheiro de Nova York, que dizia criar "experiências digitais para crianças" na gigante das redes sociais Meta, foi preso após admitir ter tentado enviar mensagens de teor sexual para uma jovem de 13 anos [...]

    Felker, que listava seu cargo em uma conta do LinkedIn (agora excluída) como Gerente de Engenharia que criava "experiências digitais para crianças" para a Meta, entrou em contato com a "conta isca" de 13 anos do grupo [Predator Poachers Long Island], em maio, e vinha trocando mensagens com eles regularmente desde então, informou o grupo.

    A Meta disse que o engenheiro foi suspenso e que vai colaborar com as investigações.

    Via New York Post

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Bets temem mais regulação no Brasil

    O repórter Pedro S. Teixeira (cara bom), da Folha, fez uma boa reportagem sobre o aumento, no Brasil, de 300% no número de apostas durante a Copa do Mundo.

    Mas o que me chamou atenção mesmo na reportagem foi que as empresas de apostas continuam receosas com potenciais novas regulações sobre publicidade do setor, além das que já foram implementadas recentemente – as bets gastaram mais de R$1,4 bilhão em mídia só em 2025.

    Outro ponto de preocupação para o setor foi a reação do governo Lula, além de estados e municípios, contra a publicidade de jogos de azar durante a Copa.

    O presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos Jorge, disse que algum nível de restrição era esperado às vésperas das eleições, mas o setor teme que os anúncios recentes sejam "o início de uma onda de retaliações, que desconsidera os efeitos negativos das restrições".

    Agora em julho, foram publicadas novas regras para anúncios, que restringem, inclusive, o incentivo de bets como uma forma fácil de ganhar dinheiro e a obrigatoriedade de trazer rótulos no estilo Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência.

    Antes tarde do que mais tarde.

    Via Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Poder360 e Meio de Mensagem

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Contra a youtubização do Spotify

    Há alguns anos, o Spotify decidiu que concorreria com o YouTube. Podcasts foram incentivados a ganhar versões em vídeo, enquanto músicas passaram a exibir trechos de clipes que, na maioria dos casos, eram reproduzidos automaticamente em segundo plano. Na última sexta-feira (17), reforçando essa estratégia, o BTS lançou o clipe de “NORMAL” com exclusividade de 48 horas no Spotify.

    Esse direcionamento tornou o aplicativo mais confuso e difícil de usar, além de aumentar brutalmente o consumo de bateria e memória dos dispositivos.

    Recentemente, porém, descobri que o Spotify passou a permitir que os usuários desativem por completo vídeos, canvas (os vídeos curtos em loop) e outros recursos visuais.

    Nos links abaixo, há instruções para quem, assim como eu, quer deixar o Spotify com menos cara de árvore de Natal.

    Via WIRED e Tecnoblog

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