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Samira Menezes Samira Menezes
O maravilhoso reino Fungi e seus cogumelos selvagens

Ingredientes culinários, alucinógenos, remédios, sistema de comunicação das árvores, abrigo (com a despensa cheia) para larvas de mariposa, inimigo nº1 do mosquito transmissor da malária...

Os fungos servem pra tanta coisa que é impossível não ficar embasbacado com tudo o que vem desse reino, principalmente com a beleza dos cogumelos selvagens, a frutificação de alguns fungos que nascem espontaneamente em meio a árvores e plantas.

O que dizer de imagens como essa?

E de sequências belíssimas como essas?

E o que pensar dessa então?

Estima-se que cerca de 10% das espécies de cogumelos são comestíveis, 1,1% têm diferentes níveis de toxicidade (sendo 0,2% mortais), 0,8% têm compostos psicoativos e outras tantas (88,1%) não são palatáveis ou não teriam efeito algum aos seres humanos.

“Isso significa que mesmo pessoas com uma certa experiência têm quase 90% de chances de errar ao consumir um cogumelo desconhecido”, disse Nelson Menolli Jr., professor e coordenador do IFungiLab, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Um desse 0,8% alucinógeno é a Amanita muscaria, o cogumelo que tem até emoji nas redes e que ficou ainda mais famoso nos jogos do Mario Bros.

FANCs

Se na culinária, o seu repertório de cogumelos comestíveis se resume a champignon, shiitake, e shimeji, os micólogos estão aí pra te ajudar a dar uma melhorada nessa mesmice – e não deixar ninguém morrer por uma intoxicação.

Graças a eles e a comunidades populares, que na base da tentativa e do erro aprenderam a diferenciar cogumelos comestíveis dos venenosos, FANCs (fungos alimentícios não convencionais) de todos os tipos vêm sendo apresentados aos leigos.

Tem de todo tipo e tamanho. Gigantes, como a espécie Macrocybe titans, identificada no México.

E a Termitomyces titanicus, coletada na África, que chega a ter um chapéu de um pouco mais de 1 m de diâmetro.

Ou pequeninas, como as taças-de-elfo (Cookeina sulcipes).

Muitas dessas espécies são encontradas no Brasil.

A Amazônia é um prato cheio de FANCs, que os indígenas da região coletam e consomem. Como é o caso da Lentinula raphanica, que há poucos anos foi identificado pela pesquisadora Noemia Kazue Ishikawa, do PPBio/CENBAM/INPA, em Manaus.

“Os índios têm conhecimento das características morfológicas, em que substrato encontram, o cheiro e outras características”, disse a pesquisadora, que usa suas redes para promover a diversidade dos fungos comestíveis não convencionais amazônicos, como essa Tremella fuciformis Berk. que Noemia mandou ver como sobremesa.

Também bem conhecido dos indígenas é a Bresadolia paradoxa Speg. Essa espécie foi descrita em 1883 e já era consumida como alimento pelos Yanomami, que a chamam de “Sama amuku” ou “samasamani amo” (fígado-de-anta, em português).

Outro Fanc famoso é o Laetiporus sulphureus, conhecido como frango-da-mata, que leva esse nome porque a textura parece a de frango – para a felicidade dos veganos.

Já que estou falando da América do Sul, no Chile, a Lepista nuda (pés azuis) deixou muita gente maravilhada. Ele também ocorre no Brasil.

@felixcogumelo #Pregunta de @felixcogumelo Entre copihues en una ladera, nos encontramos un vistoso amig@ 🍁✨🍄 #hongos #setas #fungi #fungilove #mushroom #fyp #parati #hongosenchile #hongoscomestibles ♬ Secret of the Forest (From "Chrono Trigger") - Anime your Music

Outros surpreendem pelo comportamento, como o Schizophyllum commune, usado como alimento e remédio, ele gosta de decompor madeira, às vezes são parasitas de árvores e está presente em regiões mais secas.

Pelos cálculos de Nelson Menolli Jr., no Brasil devem existir cerca de 28 mil espécies de cogumelos, das quais os pesquisadores conhecem apenas cerca de 2.500. Dessas, quase 400 são espécies comestíveis que ocorrem no nosso país.

Nomes criativos

Ainda assim, esses números representam muito pouco do reino dos fungos, que pode chegar a 3,8 milhões de espécies no mundo, segundo estimativas.

Por isso, a identificação de um cogumelo comestível é muito complicada, como lembra o biólogo Mateus Ribeiro.

É tanta espécie para dar nome científico que muitas vezes os micólogos se inspiram nas características do cogumelo e na história por trás da descoberta para criar a nomenclatura.

Como foi o caso do Leucoagaricus nzumbae, espécie descrita em 2016 que cresce em solo úmido e tem coloração arroxeada quando desidratado.

Como ele foi coletado em uma trilha imperial, provavelmente construída por escravos, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis (RJ), o epíteto ‘nzumbae’ foi escolhido para homenagear Nzumba, divindade da religião afro-brasileira Candomblé Bantu, que se veste de roxo e tem a argila ou lama como elemento que a representa.

Também existem fungos que receberam seu nome em homenagem a famosos, como Bob Esponja Calça Quadrada, Marielle Franco, Cebolinha (da Turma da Mônica), Barack Obama, entre outros.

Em outros casos, o nome vem da maneira como o fungo se comporta, como o Lycoperdon (do latim, “peido-de-lobo”), que depende de uma fonte externa de energia, como gota de chuva ou impacto de animais, para ejetar seus esporos – a principal forma de reprodução dos fungos.

Essa não é a única maneira que os fungos encontraram para espalhar seus esporos.

Os cogumelos bioluminescentes muito provavelmente emitem luz própria para atrair insetos fungívoros, que disseminam seus esporos e atraem insetos maiores, que se alimentam dos fungívoros e também auxiliam na disseminação das espécies bioluminescentes.

São quase 80 espécies identificadas no mundo desses fungos que brilham no escuro, sendo que quase 30% ocorrem na América do Sul, 13 no Brasil, de acordo com o professor Menolli.

Esses são encontrados também na Amazônia, o que foi tema do livro infantil Brilhos na Floresta, de Noemia Kazue Ishikawa, Takehide Ikeda e Aldevan Baniwa, Ana Carla Bruno, com ilustração de Hadna Abreu.

Mesmo sendo um reino tão vasto, existem espécies de fungos em risco de extinção -- 1737 espécies de fungos em 219 países estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, estabelecida em 1964 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Tudo interligado

Em um universo tão vasto como o dos fungos, até para quem não entende bulhufas do assunto é fácil imaginar que esse reino abençoado não serve só como comida.

Os fungos entomopatogênicos, por exemplo, são capazes de matar o mosquito transmissor da malária.

Outros servem como moradia para larvas de mariposas, que se alimentam exclusivamente de fungo orelha-de-pau, como mostrou Larissa Trierveiler Pereira.

E o micélio, a rede de fungos que fica a poucos centímetros da superfície do solo, funciona como uma central de comunicação entre as árvores.

Essa rede é apelidada de Wood Wide Web.

Algumas plantas usam o sistema para sustentar seus descendentes, enquanto outras o sequestram para sabotar seus rivais. A rede também ajuda árvores mais velhas compartilharem açúcares com árvores mais jovens, árvores doentes podem enviar seus recursos restantes de volta à rede para outras e todas podem se comunicar entre si sobre perigos como infestações de insetos.

Outros Jogos Rápidos

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O meme da prateleira vale pra IA

    Análise do The New York Times, nesta quarta-feira (22.jul.2025):

    Os principais índices de ações têm acumulado recorde atrás de recorde nos últimos anos, impulsionados pelo apetite aparentemente sem limites dos investidores por tudo o que esteja conectado à inteligência artificial. O valor total do mercado de ações dos EUA mais que dobrou na última década, ultrapassando os US$ 75 trilhões — cerca de duas vezes e meia a produção anual de toda a economia americana, o que representa, por si só, uma proporção recorde.

    A dependência do crescimento econômico em apenas um setor econômico da maior economia do mundo me lembra aquele meme da prateleira:

    Via The New York Times (link gratuito)

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    OnlyFans ignorou fiscalização brasileira

    Ao menos três empresas de conteúdo digital pornográfico fiscalizadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), incluindo a OnlyFans, ignoraram comunicações feitas pelo órgão regulador, que abriu um processo de fiscalização para saber se os sites estão aderindo às restrições de uso de crianças e adolescentes.

    Em publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22.jul), a ANPD intimou as empresas por trás dos sites adultos AnimesHentai.biz, OnlyFans.com e ThisVid.com a responderem em 10 dias, após não conseguir contato – elas não possuem endereço no Brasil nem responderam a solicitações por via eletrônica.

    As empresas terão 10 dias para responder à intimação da ANPD. Não há mais detalhes sobre o processo, cujos documentos são sigilosos até agora.

    A ANPD anunciou em jun.2026 ter aberto um processo de fiscalização sobre 18 sites, que representam 98% do tráfego de pornografia online no Brasil, verificando adesão ao ECA Digital, legislação que passou a valer este ano e que trouxe mais proteções a crianças e adolescentes.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jack Dorsey lança mais um app

    Você piscou e o Jack Dorsey lançou mais uma coisa. O cofundador e ex-CEO do Twitter anunciou nesta terça, 22.jul, o Buzz, um app que parece ser uma mistura de Slack com GitHub e que tem suporte para agentes de inteligência artificial.

    O Buzz entra na lista do apps que Dorsey criou e/ou financiou nos últimos anos, como Square, Cash App, Afterpay, TIDAL, Bluesky, Bitkey e Proto, além, do próprio Twitter/X.

    Via Techcrunch

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    França segue passos da Austrália

    Em uma medida inédita na Europa, a França se tornou o primeiro país do continente a aprovar regulação para restringir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    A Austrália foi o primeiro a ter trais restrições (nesse caso, para menores de 16 anos), com lei que entrou em vigor em dez.2025.

    Aparentemente, mais países europeus devem seguir o exemplo, como Noruega, Espanha e Dinamarca. Em muitos deles há algumas regras já, mas nada que seja tão restritivo quanto na França.

    No Brasil, o mais perto disso que temos é o chamado ECA Digital, que passou a valor a partir de mar.2026 e que prevê mais segurança para menores, incluindo moderação de conteúdo mais eficiente, ferramentas de supervisão parental, contas de menores de 16 ligadas a responsáveis legais e proteções contra publicidade direcionada, entre outras coisas.

    Segundo a Rádio França Internacional:

    O órgão de vigilância da saúde pública da França afirmou no ano passado que plataformas como TikTok, Snapchat e Instagram eram prejudiciais aos adolescentes, particularmente às meninas, embora tenha ressaltado que elas não eram o único motivo para o declínio de sua saúde mental.

    Via Rádio França Internacional, Ministério da Justiça e g1

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Saldão da divisão Xbox?

    A Microsoft pode estar preparando o terreno para vender a divisão do Xbox. Segundo texto do MeioBit:

    De um lado, a Sony tomou a antipática, porém inevitável, decisão de encerrar a produção de mídias físicas dos consoles PlayStation para games lançados a partir de janeiro de 2028; do outro lado do rio, a Microsoft esviscerou a divisão Xbox ao demitir 1.600 funcionários (e mais 1.600 vão rodar até o fim do ano fiscal), vender e desmembrar estúdios, cancelar games e exterminar projetos e equipes inteiras.

    Obsidian, id Software, Activision, Blizzard e Bethesda foram alguns dos estúdios atingidos. Parece que Satya Nadella, diretor executivo da Microsoft desde 2014 e nomeado pelo próprio por Bill Gates, não tem mais interesse por videogames e quer deslocar os investimentos para... Inteligência artificial, claro.  

    Há um entendimento de que a real intenção do CEO Satya Nadella que, fato conhecido, está absolutamente obcecado com IA, não é tornar o Xbox lucrativo, mas se livrar dele.

    Um dos candidatos mais fortes para a compra é o Fundo Público de Investimentos (PIF) do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que controla a SNK e está em vias de concluir a compra da Electronic Arts.

    Via MeioBit.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jornalismo independente contra bets

    Ainda sobre as bets: nesta terça-feira (21.jul), 15 veículos independentes se uniram em torno de um compromisso de rejeitar anúncios de casas de apostas e repudiar a influência nefasta dessas empresas.

    Veículos que fazem parte da aliança

    • Agência Lupa
    • Agência Pública
    • Alma Preta
    • Amado Mundo
    • Aos Fatos
    • Manual do Usuário
    • Matinal
    • Meio
    • Mobile Time
    • My News
    • Notícia Preta
    • NeoFeed
    • Plural
    • Portal Imprensa
    • Reset

    Os efeitos negativos desse tipo de negócio já são bem conhecidos: comprometem a renda das famílias e atingem de forma desproporcional as classes sociais mais pobres, além do risco de dependência. São danos sociais e econômicos que já assustam até mesmo os bancos.

    O Núcleo também não aceita publicidade de casas de aposta. Há nove meses nós publicamos um texto editorial sobre essa decisão.

    (Curiosidade: alguns desses veículos estão sob o guarda-chuva de empresas maiores que aceitam e/ou aceitaram publicidade de bets, como UOL e Terra)

    Por que o Núcleo não aceita publicidade de bets
    Esclarecimento sobre nossa política de anúncios para nossa comunidade

    Via Meio & Mensagem, Neofeed, Mobile Time, Agência Lupa

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O caso bizarro do engenheiro da Meta preso em Nova York

    Reportagem do New York Post (é um tabloide, meio sensacionalista, então cuidado é necessário):

    Um engenheiro de Nova York, que dizia criar "experiências digitais para crianças" na gigante das redes sociais Meta, foi preso após admitir ter tentado enviar mensagens de teor sexual para uma jovem de 13 anos [...]

    Felker, que listava seu cargo em uma conta do LinkedIn (agora excluída) como Gerente de Engenharia que criava "experiências digitais para crianças" para a Meta, entrou em contato com a "conta isca" de 13 anos do grupo [Predator Poachers Long Island], em maio, e vinha trocando mensagens com eles regularmente desde então, informou o grupo.

    A Meta disse que o engenheiro foi suspenso e que vai colaborar com as investigações.

    Via New York Post

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Bets temem mais regulação no Brasil

    O repórter Pedro S. Teixeira (cara bom), da Folha, fez uma boa reportagem sobre o aumento, no Brasil, de 300% no número de apostas durante a Copa do Mundo.

    Mas o que me chamou atenção mesmo na reportagem foi que as empresas de apostas continuam receosas com potenciais novas regulações sobre publicidade do setor, além das que já foram implementadas recentemente – as bets gastaram mais de R$1,4 bilhão em mídia só em 2025.

    Outro ponto de preocupação para o setor foi a reação do governo Lula, além de estados e municípios, contra a publicidade de jogos de azar durante a Copa.

    O presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos Jorge, disse que algum nível de restrição era esperado às vésperas das eleições, mas o setor teme que os anúncios recentes sejam "o início de uma onda de retaliações, que desconsidera os efeitos negativos das restrições".

    Agora em julho, foram publicadas novas regras para anúncios, que restringem, inclusive, o incentivo de bets como uma forma fácil de ganhar dinheiro e a obrigatoriedade de trazer rótulos no estilo Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência.

    Antes tarde do que mais tarde.

    Via Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Poder360 e Meio de Mensagem

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Contra a youtubização do Spotify

    Há alguns anos, o Spotify decidiu que concorreria com o YouTube. Podcasts foram incentivados a ganhar versões em vídeo, enquanto músicas passaram a exibir trechos de clipes que, na maioria dos casos, eram reproduzidos automaticamente em segundo plano. Na última sexta-feira (17), reforçando essa estratégia, o BTS lançou o clipe de “NORMAL” com exclusividade de 48 horas no Spotify.

    Esse direcionamento tornou o aplicativo mais confuso e difícil de usar, além de aumentar brutalmente o consumo de bateria e memória dos dispositivos.

    Recentemente, porém, descobri que o Spotify passou a permitir que os usuários desativem por completo vídeos, canvas (os vídeos curtos em loop) e outros recursos visuais.

    Nos links abaixo, há instruções para quem, assim como eu, quer deixar o Spotify com menos cara de árvore de Natal.

    Via WIRED e Tecnoblog

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    "Não é A, é B" – o vício de linguagem dos chatbots

    Artigo interessante na The Atlantic sobre um vício de linguagem avassaladoramente comum em chatbots que têm denunciado implicitamente quem delega pensamento para inteligência artificial:

    "Não é X; é Y". Uma vez que você começa a notar essa construção, você a vê por toda parte. Em uma versão, o Y é aditivo: ele foca, intensifica ou expande o X. Um relatório anual do Citizens Financial Group informou que o crescimento em sua divisão de private banking "não foi apenas uma vitória para o private bank — é uma vitória para toda a empresa". Em outra variante, o Y substitui o X como o descritor preferido... Há também construções como "Sem A, sem B, apenas C", que parecem surgir especialmente em ficção gerada por IA.

    Esse tique nervoso da IA pode acusar pessoas injustamente. Esse tipo de formulação é recorrente, comum, embora agora o exagero seja evidente, especialmente no LinkedIn. Na minha opinião, esses vícios vão forçar algumas pessoas a escrever diferente, a fim de se distanciar da verborragia sintética dos chatbots.

    Eu, por exemplo, sempre usei travessão para escrever, tanto em português quanto em inglês. Confesso que no último ano fui bem mais intencional e limitado com esse uso, justamente para evitar dúvidas de que é um modelo de linguagem escrevendo por mim.

    Via The Atlantic (gift link)

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