"Vou te matar a tiros, seu merda", escreveu no X, em 12.set.2025, a capixaba Brenda Laranja. O destinatário da mensagem era o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Reprodução / X

Ela foi interrogada pela polícia e, segundo o parlamentar, será indiciada por ameaça de morte.

Brenda respondeu a Nikolas dizendo estar "deliciosa" na foto do interrogatório.

Um tweet chamando-a de "rainha" passou das 100 mil curtidas no X.

Mesmo depois do indiciamento, ela continuou compartilhando ofensas ao deputado, memes e piadas.

Disse que ia emoldurar a notícia-crime.

E ironizou o trecho em que Nikolas diz ter se sentido "com medo, pavor e atemorizado".

Brenda se identifica como dark woke.

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Dark woke é uma estratégia de comunicação progressista que prega uma abordagem agressiva e politicamente incorreta.
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O termo surgiu nos EUA, com o início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025.

"Eu amo Bud Light. Foda-se quem é o porta-voz. Gay, travesti, não importa para mim, todo mundo tem o direito de ser feliz. Se você consegue encontrar amor neste mundo de merda, bom para você. Eu estou bebendo Bud Light."

O texto acima, de um post no Facebook, foi considerado um exemplo de dark woke: "O dark woke vai vencer. Prefiro que o coração de alguém esteja no lugar certo a ser um babaca que sabe as palavras certas para dizer."

O comentarista de política americano Kyle Kulinski é considerado um dos principais representantes do dark woke nos EUA.

Recentemente, ele publicou uma montagem do vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, se casando com Erika Kirk, viúva do ativista de extrema direita Charlie Kirk, assassinado em 10.set.2025, depois de rumores sobre um suposto caso entre os dois.

"Kyle Kulinski está em uma cruzada neste momento. Nosso mais forte guerreiro dark woke."

Em setembro, circulou uma fake news segundo a qual Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, bombardearia Tel Aviv se Israel matasse a ativista Greta Thurnberg: "Nível insuperável de dark woke."