Jogo Rápido
Debate sobre IA no jornalismo precisa ir além da proibição, diz pesquisador
Em bate-papo na comunidade do Núcleo, Bruno Rodrigues diz que ferramentas de inteligência artificial já fazem parte da produção de conteúdo e defende que profissionais aprendam a utilizá-las de forma crítica
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O professor, escritor e pesquisador Bruno Rodrigues participou do bate-papo "Jornalismo com IA: ferramenta, fonte ou inimiga?" sobre jornalismo e inteligência artificial nesta quinta-feira, 5.mar, e defendeu que o uso dessas ferramentas já está integrado à rotina de produção de conteúdo.
Com mais de três décadas dedicadas ao estudo de inovação em redação para mídia digital, ele afirma que o debate sobre IA muitas vezes é conduzido de forma simplificada, especialmente quando se resume à ideia de que jornalistas não deveriam utilizar esse tipo de tecnologia para escrever textos.
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Rodrigues explicou que a forma de usar a ferramenta faz diferença no resultado. Segundo ele, há uma distinção entre pedir que a IA produza um texto de maneira genérica e construir comandos estruturados — os chamados prompts — com objetivos claros, contexto e informações fornecidas pelo próprio autor.
“O conteúdo que vem de uma coluna que eu escrevo com IA parte de várias peças de informação que eu tiro da minha cabeça e organizo no prompt.”
O pesquisador reconheceu que o uso da tecnologia levanta dúvidas sobre formação profissional e desenvolvimento da escrita. Para ele, estudantes já chegam às redações e às universidades usando ferramentas de IA, o que cria um desafio para cursos de jornalismo. “Existe um vácuo de alfabetização em IA. As pessoas precisam aprender como essas ferramentas funcionam e como usar de forma consciente”, afirmou. Segundo ele, o problema não está apenas na tecnologia, mas na falta de preparação para lidar com ela.
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