Jogo Rápido
Ciberataque de larga escala com IA revela vulnerabilidades de agentes autônomos
Anthropic revela primeiro caso publicamente divulgado de ciberataque de larga escala usando inteligência artificial generativa com mínima intervenção humana
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O campo de cibersegurança começa a ficar bem mais agitado nesta quinta-feira (13.nov.2025), após ataques cibernéticos de larga escala com uso de inteligência artificial generativa terem sido divulgados pela Anthropic, uma das mais mais importantes empresas do setor de IA.
POR QUE IMPORTA. Esse tipo de ataque coloca em evidencia a vulnerabilidade de segurança digital representada por agentes autônomos de IA, os quais frequentemente possuem acessos e permissões para realizar tarefas (como senhas, tokens e outras coisas) que podem ser exploradas por hackers.
"Agentes são valiosos para o trabalho e produtividade diários – mas, nas mãos erradas, eles podem aumentar substancialmente a viabilidade de ciberataques em larga escala", informou a empresa.
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Agentes de IA são bots que realizaram tarefas em nome de usuários, como programação, compras online, escrever textos etc. com mínima ou nenhuma intervenção humana.
REVELAÇÃO. A Anthropic, responsável pelo chatbot Claude, informou ter detectado em setembro "atividades suspeitas" que vieram a ser identificadas como uma "sofisticada campanha de espionagem", a partir do uso de agentes de IA para automatizar e executar ciberataques.
Os alvos foram empresas de tecnologia, instituições financeiras, empresas de fabricação de produtos químicos e autarquias. A empresa suspeita que o ataque tenha partido de um grupo patrocinado pelo governo chinês.
"Acreditamos que este seja o primeiro caso documentado de um ciberataque em larga escala executado sem intervenção humana substancial", disse a empresa. "Esses ataques provavelmente só crescerão em sua eficácia."
SOFISTICAÇÃO. Segundo a Anthropic – a qual têm repetidamente revelado potenciais vulnerabilidades em seus modelos de IA – os hackers enganaram sua ferramenta de programação Claude Code, fazendo-a acreditar que estava realizando tarefas defensivas para uma empresa legítima.
Eles também dividiram solicitações maliciosas em tarefas menores e menos suspeitas para evitar acionar seus mecanismos de segurança.
O Claude, então, vez uma varredura em busca de nomes de usuários, senhas e outros dados sensíveis que poderiam ser explorados, chegando até a escrever um relatório sumarizado com as descobertas.
"As contas de maior privilégio foram identificadas, backdoors foram criados, e dados foram extraídos com supervisão humana mínima", informou a empresa.
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