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Laís Martins Laís Martins
Aliados de Big Techs apresentam projeto de lei alternativo para regular redes

A bancada parlamentar Frente Digital apresentou nesta terça-feira (16.mai.2023) um texto alternativo ao PL 2630/2020, o chamado PL das Fake News, o qual encontra grande resistência das Big Tech.

O texto foi enviado pelo deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), presidente da Frente Digital, e prevê que uma entidade de autorregulação, composta pelas próprias empresas, seja responsável por fiscalizar o cumprimento da lei e sancioná-las.

ℹ️
Frente Digital, como é conhecida a Frente Parlamentar Mista da Economia e Cidadania Digital, é um grupo de deputados e senadores favoráveis a pautas de economia digital, frequentemente alinhado às grandes empresas de tecnologia.

O PL 2582/2023 estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Liberdade de Expressão e Combate Integrado à Prática de Atos Ilegais na Internet - SBDL, que por sua vez, estabelece direitos e deveres aos provedores e usuários de aplicações de internet.

Um dos objetivos do SBDL é "impedir a censura ilegal das liberdades e a discriminação ilegal das pessoas, principalmente aquelas emanadas do poder público".

ATAQUE AO PL 2630. Na justificativa do projeto de lei, Andrada alfineta o PL 2630, relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Andrada afirma que as versões do relatório apresentadas até o momento são "absolutamente inconstitucionais" porque:

  • estabelecem hierarquia entre direitos e liberdades fundamentais;
  • delegam para provedoras atribuições constitucionais de órgãos públicos;
  • e legitimam a censura por darem a órgãos públicos "controle sobre o exercício da liberdade de expressão pelas pessoas".
ℹ️
O PL 2630/2020, cujo nome oficial é Projeto de Lei de Responsabilidade e Transparência para Plataformas Digitais, foi proposto originalmente pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE). A lei visa regular o funcionamento de plataformas digitais e aplicativos de mensagem no Brasil e estabelece uma série de obrigações para as empresas provedoras.

O projeto é comumente chamado de PL das Fake News, embora algumas pessoas não gostem do termo por não mais ter combate à desinformação como ponto principal.

Na Câmara, o projeto tem a relatoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

>> Acompanhe o PL neste link.

>> Acompanhe a cobertura de regulação do Núcleo.

O Núcleo destacou os principais pontos do texto que propõe o SBDL:

RESPONSABILIZAÇÃO. O texto prevê que provedores só podem ser responsabilizados civilmente se houver:

  • ordem judicial específica;
  • requerimento específico emitido por autoridade competente para fiscalização da aplicação da lei ou investigação de seu descumprimento que tenha, por sua vez, recebido notificação de qualquer usuário sobre conteúdo ilegal;
  • comprovação de descumprimento do dever de garantir a adequação à ordem jurídica nacional em relação a conteúdos transmitidos ou armazenamentos mediante remuneração ou do dever de proteção de dados pessoais.

O texto prevê que as empresas podem ser responsabilizadas quando configurada uma das hipóteses acima e quando a empresa falhar em adotar providências para "no âmbito e nos limites técnicos do serviço, restringir ou suprimir o conteúdo ou a conta".

Conteúdo ilegal

Pelo texto, conteúdo manifestamente ilegal é "aquele cuja contrariedade às normas brasileiras pode ser atestado de pronto, por qualquer pessoa de habilidades medianas, sem conhecimento técnico-jurídico ou qualificação específica."

AUTORREGULAÇÃO. O texto prevê a instituição de uma entidade privada de autorregulação (EPA) a ser composta por representantes das próprias provedoras. Essa entidade será a responsável por determinar os procedimentos necessários para cumprimento das obrigações da lei e aplicar sanções em caso de descumprimento.

Atribuições da entidade privada de autorregulação

I - a edição de atos normativos que

  •  instituam obrigações complementares para efetivação dos objetivos do SBDL
  • determinem os procedimentos necessários para cumprimento das obrigações complementares e estabeleçam critérios de avaliação; 
  • instituam sanções por descumprimento das obrigações complementares, aptas a desencorajar seu descumprimento; 
  • estabeleçam critérios de aplicação gradativa de penalidades que guardem proporção com a capacidade econômica do provedor

II - a aplicação das sanções mencionadas na alínea “c” do inciso I do parágrafo único deste artigo

III - a elaboração e o encaminhamento trimestral de relatórios para o CDLE, que comprovem a atuação e os avanços do setor no cumprimento das obrigações legais e autorregulatórias

IV – a celebração de acordos de cooperação setoriais com os poderes públicos e os órgãos essenciais à justiça, com efeito vinculativo para os provedores associados;

V - a homologação de prazos razoavelmente estabelecidos pelos provedores associados nos termos e condições de uso das aplicações de internet de transmissão ou de armazenamento de conteúdo de usuários; 

VI - outras que os provedores associados, observando esta lei, validamente estabelecerem.

TRANSPARÊNCIA. O texto só menciona duas vezes a palavra 'transparência', ambas num mesmo artigo que estabelece obrigações de transparência para órgãos públicos que celebrarem acordos com provedoras de aplicações de internet.

COMITÊ DE DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. O texto propõe a criação de um "comitê de defesa da liberdade de expressão e integração no combate à prática de atos ilegais na internet" (CDLE), que seria vinculado ao Conselho de Comunicação Social do Congresso.

Esse órgão, de composição multissetorial, não teria papel deliberativo, como a entidade de autorregulação, e ficaria responsável pela articulação entre poder público, empresas e sociedade civil, e pela análise e elaboração de relatórios.

O Comitê conta com ao menos 15 representantes de empresas de tecnologia, 10 do Poder Público e apenas dois representantes da sociedade civil.

Composição do CDLE 

O Comitê teria a seguinte composição:

  • dois representantes do Senado Federal; 
  • dois representantes da Câmara dos Deputados; 
  • um representante do Ministério das Comunicações; 
  • um representante do Ministério da Justiça e Segurança; 
  • um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia; 
  • um representantes do Conselho Nacional de Justiça; 
  • um representante do Conselho Nacional do Ministério Público; 
  • um representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil; 
  • Presidente da Entidade Privada de Autorregulação - EPA; 
  • Vice-Presidente da Entidade Privada de Autorregulação - EPA; 
  • quatro representantes de empresas provedoras de aplicação de internet de transmissão de conteúdo de usuário associadas à EPA; 
  • quatro representantes de empresas provedoras de aplicação de internet de armazenamento de conteúdo de usuário associadas à EPA; 
  • um representante de associação de provedores de conexão à internet; 
  • dois representantes de organizações da sociedade civil cuja finalidade seja semelhante a pelo menos um dos objetivos do SBDL.

IMUNIDADE PARLAMENTAR. O texto propõe estender às redes sociais a imunidade parlamentar assegurada pela Constituição Federal, ao estabelecer que "as contas institucionais dos parlamentares em exercício, bem como seu conteúdo, não podem ser suprimidas ou ter alcance restringido por provedor de aplicação de internet".

CRIANÇAS E ADOLESCENTES. O projeto prevê que as empresas adotem medidas de proteção prioritária de crianças e adolescentes, em especial:

  • estabelecer adequadamente a faixa etária à qual o uso da aplicação é indicado;
  • promover medidas efetivas de verificação de idade do usuário;
  • oferecer mecanismo de controle parental

Veja o texto na íntegra

Texto Laís Martins
Edição Sérgio Spagnuolo

Outros Jogos Rápidos

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O meme da prateleira vale pra IA

    Análise do The New York Times, nesta quarta-feira (22.jul.2025):

    Os principais índices de ações têm acumulado recorde atrás de recorde nos últimos anos, impulsionados pelo apetite aparentemente sem limites dos investidores por tudo o que esteja conectado à inteligência artificial. O valor total do mercado de ações dos EUA mais que dobrou na última década, ultrapassando os US$ 75 trilhões — cerca de duas vezes e meia a produção anual de toda a economia americana, o que representa, por si só, uma proporção recorde.

    A dependência do crescimento econômico em apenas um setor econômico da maior economia do mundo me lembra aquele meme da prateleira:

    Via The New York Times (link gratuito)

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    OnlyFans ignorou fiscalização brasileira

    Ao menos três empresas de conteúdo digital pornográfico fiscalizadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), incluindo a OnlyFans, ignoraram comunicações feitas pelo órgão regulador, que abriu um processo de fiscalização para saber se os sites estão aderindo às restrições de uso de crianças e adolescentes.

    Em publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22.jul), a ANPD intimou as empresas por trás dos sites adultos AnimesHentai.biz, OnlyFans.com e ThisVid.com a responderem em 10 dias, após não conseguir contato – elas não possuem endereço no Brasil nem responderam a solicitações por via eletrônica.

    As empresas terão 10 dias para responder à intimação da ANPD. Não há mais detalhes sobre o processo, cujos documentos são sigilosos até agora.

    A ANPD anunciou em jun.2026 ter aberto um processo de fiscalização sobre 18 sites, que representam 98% do tráfego de pornografia online no Brasil, verificando adesão ao ECA Digital, legislação que passou a valer este ano e que trouxe mais proteções a crianças e adolescentes.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jack Dorsey lança mais um app

    Você piscou e o Jack Dorsey lançou mais uma coisa. O cofundador e ex-CEO do Twitter anunciou nesta terça, 22.jul, o Buzz, um app que parece ser uma mistura de Slack com GitHub e que tem suporte para agentes de inteligência artificial.

    O Buzz entra na lista do apps que Dorsey criou e/ou financiou nos últimos anos, como Square, Cash App, Afterpay, TIDAL, Bluesky, Bitkey e Proto, além, do próprio Twitter/X.

    Via Techcrunch

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    França segue passos da Austrália

    Em uma medida inédita na Europa, a França se tornou o primeiro país do continente a aprovar regulação para restringir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    A Austrália foi o primeiro a ter trais restrições (nesse caso, para menores de 16 anos), com lei que entrou em vigor em dez.2025.

    Aparentemente, mais países europeus devem seguir o exemplo, como Noruega, Espanha e Dinamarca. Em muitos deles há algumas regras já, mas nada que seja tão restritivo quanto na França.

    No Brasil, o mais perto disso que temos é o chamado ECA Digital, que passou a valor a partir de mar.2026 e que prevê mais segurança para menores, incluindo moderação de conteúdo mais eficiente, ferramentas de supervisão parental, contas de menores de 16 ligadas a responsáveis legais e proteções contra publicidade direcionada, entre outras coisas.

    Segundo a Rádio França Internacional:

    O órgão de vigilância da saúde pública da França afirmou no ano passado que plataformas como TikTok, Snapchat e Instagram eram prejudiciais aos adolescentes, particularmente às meninas, embora tenha ressaltado que elas não eram o único motivo para o declínio de sua saúde mental.

    Via Rádio França Internacional, Ministério da Justiça e g1

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Saldão da divisão Xbox?

    A Microsoft pode estar preparando o terreno para vender a divisão do Xbox. Segundo texto do MeioBit:

    De um lado, a Sony tomou a antipática, porém inevitável, decisão de encerrar a produção de mídias físicas dos consoles PlayStation para games lançados a partir de janeiro de 2028; do outro lado do rio, a Microsoft esviscerou a divisão Xbox ao demitir 1.600 funcionários (e mais 1.600 vão rodar até o fim do ano fiscal), vender e desmembrar estúdios, cancelar games e exterminar projetos e equipes inteiras.

    Obsidian, id Software, Activision, Blizzard e Bethesda foram alguns dos estúdios atingidos. Parece que Satya Nadella, diretor executivo da Microsoft desde 2014 e nomeado pelo próprio por Bill Gates, não tem mais interesse por videogames e quer deslocar os investimentos para... Inteligência artificial, claro.  

    Há um entendimento de que a real intenção do CEO Satya Nadella que, fato conhecido, está absolutamente obcecado com IA, não é tornar o Xbox lucrativo, mas se livrar dele.

    Um dos candidatos mais fortes para a compra é o Fundo Público de Investimentos (PIF) do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que controla a SNK e está em vias de concluir a compra da Electronic Arts.

    Via MeioBit.

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Jornalismo independente contra bets

    Ainda sobre as bets: nesta terça-feira (21.jul), 15 veículos independentes se uniram em torno de um compromisso de rejeitar anúncios de casas de apostas e repudiar a influência nefasta dessas empresas.

    Veículos que fazem parte da aliança

    • Agência Lupa
    • Agência Pública
    • Alma Preta
    • Amado Mundo
    • Aos Fatos
    • Manual do Usuário
    • Matinal
    • Meio
    • Mobile Time
    • My News
    • Notícia Preta
    • NeoFeed
    • Plural
    • Portal Imprensa
    • Reset

    Os efeitos negativos desse tipo de negócio já são bem conhecidos: comprometem a renda das famílias e atingem de forma desproporcional as classes sociais mais pobres, além do risco de dependência. São danos sociais e econômicos que já assustam até mesmo os bancos.

    O Núcleo também não aceita publicidade de casas de aposta. Há nove meses nós publicamos um texto editorial sobre essa decisão.

    (Curiosidade: alguns desses veículos estão sob o guarda-chuva de empresas maiores que aceitam e/ou aceitaram publicidade de bets, como UOL e Terra)

    Por que o Núcleo não aceita publicidade de bets
    Esclarecimento sobre nossa política de anúncios para nossa comunidade

    Via Meio & Mensagem, Neofeed, Mobile Time, Agência Lupa

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    O caso bizarro do engenheiro da Meta preso em Nova York

    Reportagem do New York Post (é um tabloide, meio sensacionalista, então cuidado é necessário):

    Um engenheiro de Nova York, que dizia criar "experiências digitais para crianças" na gigante das redes sociais Meta, foi preso após admitir ter tentado enviar mensagens de teor sexual para uma jovem de 13 anos [...]

    Felker, que listava seu cargo em uma conta do LinkedIn (agora excluída) como Gerente de Engenharia que criava "experiências digitais para crianças" para a Meta, entrou em contato com a "conta isca" de 13 anos do grupo [Predator Poachers Long Island], em maio, e vinha trocando mensagens com eles regularmente desde então, informou o grupo.

    A Meta disse que o engenheiro foi suspenso e que vai colaborar com as investigações.

    Via New York Post

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    Bets temem mais regulação no Brasil

    O repórter Pedro S. Teixeira (cara bom), da Folha, fez uma boa reportagem sobre o aumento, no Brasil, de 300% no número de apostas durante a Copa do Mundo.

    Mas o que me chamou atenção mesmo na reportagem foi que as empresas de apostas continuam receosas com potenciais novas regulações sobre publicidade do setor, além das que já foram implementadas recentemente – as bets gastaram mais de R$1,4 bilhão em mídia só em 2025.

    Outro ponto de preocupação para o setor foi a reação do governo Lula, além de estados e municípios, contra a publicidade de jogos de azar durante a Copa.

    O presidente da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), Plínio Lemos Jorge, disse que algum nível de restrição era esperado às vésperas das eleições, mas o setor teme que os anúncios recentes sejam "o início de uma onda de retaliações, que desconsidera os efeitos negativos das restrições".

    Agora em julho, foram publicadas novas regras para anúncios, que restringem, inclusive, o incentivo de bets como uma forma fácil de ganhar dinheiro e a obrigatoriedade de trazer rótulos no estilo Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência.

    Antes tarde do que mais tarde.

    Via Folha de S.Paulo, Agência Brasil, Poder360 e Meio de Mensagem

  • Alexandre Orrico Alexandre Orrico
    Contra a youtubização do Spotify

    Há alguns anos, o Spotify decidiu que concorreria com o YouTube. Podcasts foram incentivados a ganhar versões em vídeo, enquanto músicas passaram a exibir trechos de clipes que, na maioria dos casos, eram reproduzidos automaticamente em segundo plano. Na última sexta-feira (17), reforçando essa estratégia, o BTS lançou o clipe de “NORMAL” com exclusividade de 48 horas no Spotify.

    Esse direcionamento tornou o aplicativo mais confuso e difícil de usar, além de aumentar brutalmente o consumo de bateria e memória dos dispositivos.

    Recentemente, porém, descobri que o Spotify passou a permitir que os usuários desativem por completo vídeos, canvas (os vídeos curtos em loop) e outros recursos visuais.

    Nos links abaixo, há instruções para quem, assim como eu, quer deixar o Spotify com menos cara de árvore de Natal.

    Via WIRED e Tecnoblog

  • Sérgio Spagnuolo Sérgio Spagnuolo
    "Não é A, é B" – o vício de linguagem dos chatbots

    Artigo interessante na The Atlantic sobre um vício de linguagem avassaladoramente comum em chatbots que têm denunciado implicitamente quem delega pensamento para inteligência artificial:

    "Não é X; é Y". Uma vez que você começa a notar essa construção, você a vê por toda parte. Em uma versão, o Y é aditivo: ele foca, intensifica ou expande o X. Um relatório anual do Citizens Financial Group informou que o crescimento em sua divisão de private banking "não foi apenas uma vitória para o private bank — é uma vitória para toda a empresa". Em outra variante, o Y substitui o X como o descritor preferido... Há também construções como "Sem A, sem B, apenas C", que parecem surgir especialmente em ficção gerada por IA.

    Esse tique nervoso da IA pode acusar pessoas injustamente. Esse tipo de formulação é recorrente, comum, embora agora o exagero seja evidente, especialmente no LinkedIn. Na minha opinião, esses vícios vão forçar algumas pessoas a escrever diferente, a fim de se distanciar da verborragia sintética dos chatbots.

    Eu, por exemplo, sempre usei travessão para escrever, tanto em português quanto em inglês. Confesso que no último ano fui bem mais intencional e limitado com esse uso, justamente para evitar dúvidas de que é um modelo de linguagem escrevendo por mim.

    Via The Atlantic (gift link)

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