Em 20.nov.2024, o CEO mundial do Carrefour, Alexandre Bompard, publicou um comunicado no Instagram dizendo que a empresa deixará de comercializar carne do Mercosul.
"Em solidariedade com o mundo agrícola, o Carrefour compromete-se a não vender carne do Mercosul. Esse é o significado da minha mensagem para os presidentes dos sindicatos agropecuários."
A empresa explicou depois que a decisão vale só para as lojas da França e é uma resposta a uma "demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise".
Frigoríficos daqui reagiram parando de fornecer carne para unidades do supermercado no Brasil.
Atualmente, a seção de comentários dos posts mais recentes do Carrefour Brasil no Instagram está inundada de protestos, incluindo anúncios de boicote e hashtags como #carrefournão e #foracarrefour.


"Quando a agropecuária tá em pauta, Brasília pede respostas duras e concretas, como fizeram o ministro da Agricultura Carlos Fávaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira, entre outros. Mas quando a empresa comete uma sequência de abusos contra a população negra, não vemos o mesmo movimento por boicote puxado pela política", escreveu o jornalista Leonardo Sakamoto.
Brasil boicota Carrefour por gado, mas não quando a empresa tortura negros… - Veja mais em https://t.co/ZWpPOCy0Yc
— Leonardo Sakamoto (@blogdosakamoto) November 25, 2024
Segundo representantes da Embaixada da França no Brasil que conversaram com funcionários do Ministério da Agricultura, o CEO do Carrefour deve soltar em breve uma nota de retratação.