A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni apresentou uma ação de indenização no valor de € 100.000 contra dois homens, um de 40 anos e o pai, de 73 anos, que criaram deepfakes pornográficos dela usando inteligência artificial.
Os investigados são acusados de difamação, o que pode levar à prisão pela lei italiana.
COMO E ONDE? Segundo a agência italiana de notícias ANSA, em 2022, os homens publicaram os deepfakes em um site de pornografia dos Estados Unidos, onde os vídeos foram vistos milhões de vezes. A polícia italiana encontrou os homens através do celular usado para publicar os vídeos.
“SIMBÓLICA”. Maria Giulia Marongiu, advogada da primeira-ministra, afirmou que a quantia é “simbólica” e que o pedido de indenização visa “enviar uma mensagem para as mulheres que são vítimas desse tipo de abuso de poder, para que não tenham medo de denunciar”.
A POPULAÇÃO. De acordo com uma pesquisa recente da Control AI, uma organização sem fins lucrativos que se concentra na regulamentação de IA, 74% da população italiana é a favor da criação de uma lei que proíba deepfakes.
Repórter com experiência na cobertura de direitos humanos, segurança de menores e extremismo online. É também pesquisadora na SaferNet Brasil e fellow do Pulitzer Center.
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